Luís Mendes falou sobre a posição encarnada na centralização dos direitos televisivos e o seu projeto financeiro

Luís Mendes, vice-presidente do Clube e administrador da SAD do Sport Lisboa e Benfica, marcou presença nesta segunda-feira, 22 de maio, na 2.ª conferência Bola Branca, organizada pela Rádio Renascença. Na sua intervenção, o dirigente elogiou o “grande trabalho” de Rui Costa desde a sua chegada à presidência do Benfica e deu conta da sua satisfação pela renovação do contrato de Roger Schmidt, líder de uma equipa, que, disse, tem “todas as condições para ser campeã”. Sobre as futuras negociações centralizadas dos direitos televisivos, Luís Mendes reforçou que o “Benfica não pode sair prejudicado” e garantiu que a Direção tudo fará para a “receita ser representativa da dimensão social” do Glorioso.

«Relativamente ao pensamento das pessoas do Benfica, tem de estar sempre na linha da frente a prevalência do desportivo sobre o económico. Aquilo que tem de estar sempre por cima é o desportivo», vincou.

A centralização dos direitos televisivos foi também um tópico abordado pelo dirigente encarnado, com um aviso. «Temos de ser cuidadosos. Não poderemos nunca sair prejudicados dessas negociações. Estou de acordo com elas na sua essência, porque o futuro é esse, mas há duas variáveis que não entendi», afirmou, sem hesitar.

O principal óbice, para Luís Mendes, reside no valor global de 300 milhões de euros calculados pela Liga Portugal. «Não percebo como chegaram a esse valor», atirou o dirigente.

Luís Mendes abordou também a questão desportiva.

«É fundamental que se retenha talento. Em princípio, sim, quanto mais, melhor. Tivemos o exemplo do Enzo Fernández, que não o conseguimos segurar. Vendemos por 120 milhões», disse.

O mesmo, refere, pode aplicar-se a António Silva e João Neves. «Se surgirem propostas que batam as cláusulas, não os conseguimos segurar. Temos é de criar condições para os manter na nossa casa», concluiu.

Recorde-se que as cláusulas de rescisão de António Silva e João Neves estão fixadas nos 100 milhões e nos 60 milhões, respetivamente.

Leave a Reply