Roger Schmidt anteviu jogo em Paços de Ferreira sem deixar de abordar o mercado das águias

O Benfica defronta nesta quinta-feira, 26 de janeiro, às 20h15, no Estádio Capital do Móvel, o Paços de Ferreira, em partida antecipada da 20.ª jornada da Liga Bwin. Roger Schmidt fez nesta quarta-feira, em conferência de Imprensa, a antevisão ao encontro e prometeu uma equipa concentrada perante um adversário de qualidade, que atualmente luta pela permanência no principal escalão do futebol português.

Sem olhar para a tabela classificativa: é desta forma que os encarnados vão abordar a partida com o último classificado Paços de Ferreira. “Tem qualidade individual, uma ideia clara de jogo“, analisou Roger Schmidt, assegurando que o Benfica não vai “julgar” o adversário “pela posição na classificação”. O técnico avança que é preciso uma exibição de topo para vencer na Mata Real e que a equipa se prepara para as dificuldades que os pacenses podem criar.

Em tempo de mercado de transferências, Roger Schmidt abordou ainda o empréstimo de João Victor ao Nantes e explicou que o Clube aproveitou este período para “resolver algumas situações do plantel“. O treinador do Benfica ressalvou, no entanto, que o mais importante “é sempre o que se passa no campo” e que para já “tem sido positivo“.

Roger Schmidt

O Paços de Ferreira é atualmente o último classificado da Liga Portuguesa. Considera que esse facto vai ter influência no jogo com o Benfica?

Sim, eles lutam pela permanência, e estas equipas são sempre perigosas, especialmente quando jogam em casa. Mostraram-no no fim de semana, têm a esperança e a crença de que o conseguem fazer. Não vamos julgar o Paços pela posição na classificação. Analisámos o adversário e achamos que têm uma boa equipa, com todas as hipóteses de permanecerem na Liga. Têm qualidade individual, uma ideia clara de jogo, com jogadores experientes e não os vamos subestimar. Precisamos de estar no nosso melhor, muito concentrados e é claro que temos a oportunidade de somar três pontos. Não vai ser fácil, estamos preparados para um jogo difícil.

Roger Schmidt

“Não vai ser fácil, estamos preparados para um jogo difícil”

Roger Schmidt

Por que decidiu emprestar o defesa-central João Victor?

O João Victor faz parte da história desta temporada. No verão estávamos numa situação complicada, no final da janela de transferências tínhamos Lucas Veríssimo, Morato e João Victor, três centrais de topo, com lesões de longa duração. No último jogo antes de assinar pelo Benfica, João Victor lesionou-se e acabou por ser mais complicado do que o que esperávamos. Jan Vertonghen saiu e só tínhamos António [Silva] e Nico [Otamendi], daí termos contratado Brooks. Tínhamos de estar preparados caso algo acontecesse. Passados uns meses estavam todos prontos, são todos bons e treinam bem. Temos vários centrais excelentes e temos de gerir a situação nesta janela de janeiro. O João Victor é ótimo, acreditamos nele, mas não estava a ter tempo de jogo suficiente. Teve a oportunidade de ir por empréstimo, de jogar mais, e tanto para ele como para nós a decisão foi boa. Os jogadores têm de jogar. Voltará para o Benfica e espero que jogue muito por nós, porque é muito bom.

Roger Schmidt

Entende que o Benfica tem de contratar mais algum jogador até ao final do mês de janeiro, ou prefere não perder mais ninguém?

Tentamos sempre fazer o nosso melhor nas janelas de transferências para melhorar o plantel. Tivemos uma situação no verão, com muitos jogadores bons, mas tínhamos demasiados jogadores. Para o treino quotidiano, tínhamos jogadores a mais, e eles também precisam de oportunidades para dizer “presente” e jogar. A certa altura procurámos reduzir um pouco o plantel e melhorá-lo. De momento estamos a melhorá-lo, temos ainda mais alguns dias, já tomámos algumas decisões, saíram uns jogadores, entraram outros… Se acontecer mais alguma coisa, logo veremos. Neste momento estamos muito concentrados nos jogos, porque é uma altura decisiva da temporada. Nos últimos jogos já demonstrámos que os jogadores estão muito concentrados, que estamos a jogar bom futebol e é nisso que estou concentrado agora.

Está confiante na permanência de Enzo?

Sim. Quando o vemos jogar pelo Benfica, vemos um jogador ao seu melhor nível, muito feliz por jogar pelo Clube. Não há mais nada no pensamento do atleta. Não espero perder nenhum dos nossos jogadores titulares, e vejo-os todos muito focados.

Roger Schmidt

“O João Victor é ótimo, acreditamos nele, mas não estava a ter tempo de jogo suficiente”

Com os movimentos nesta janela de transferências do mês de janeiro, considera que está com um plantel ainda mais forte e mais equilibrado?

Contratámos alguns jogadores, vendemos outros, integrámos alguns jogadores da nossa Formação… Ao longo da temporada, temos de ir buscar o melhor de cada jogador, e o nosso trabalho é ir fazendo ajustes. Os responsáveis do Clube estão a trabalhar muito bem, e também é preciso perceber a vontade dos jogadores. Alguns podem querer sair por não estarem a jogar o que queriam no Benfica, temos de respeitar isso e encontrar soluções. Tentamos ver o quadro por inteiro, o objetivo é sempre melhorar e ter um plantel equilibrado para podermos reagir a lesões, outras indisponibilidades… O nosso trabalho é esse. Tínhamos muitos jogadores e, nesta janela de transferências de janeiro, aproveitámos o momento para resolver algumas situações do plantel. Esses temas ficam para os bastidores, o mais importante é sempre o que se passa no campo. Está a ser positivo, está a correr bem nesta época e temos de continuar.

Roger Schmidt

O contrato de Grimaldo termina no final desta temporada. O Benfica está a tentar a renovação do vínculo? É difícil?

Ele é um jogador de topo e acaba o contrato no verão. É uma situação difícil de gerir para os clubes, porque o jogador está livre e tem a opção de assinar por outro emblema, especialmente se tem qualidade e está em boa forma. O Grimaldo é um jogador-chave para nós. Tem atitude, motivação e o espírito de trabalhar arduamente durante 90 minutos, a atacar e a defender. Está em muito boa forma e o Clube luta para o manter, claro. Quero continuar a trabalhar com ele, mas sou realista, sei como funciona o mundo do futebol. Tentamos o nosso melhor, mas a decisão final é dele. Espero que fique, e sei que, mesmo que não o faça, dará tudo até ao final da época pelo Benfica.

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