Rui Costa quer Enzo Fernández até final da época e já conversou com jogador

O Benfica já fez saber, ontem, a Enzo Fernández qual a posição do clube sobre as propostas chegadas à Luz para a transferência do médio, eleito no recente Campeonato do Mundo o melhor jovem da competição.

O cenário parece, já, suficientemente claro: o Benfica tem nas mãos absurdas propostas (que à partida seriam irrecusáveis) por Enzo, mas continua a fazer tudo o que está ao alcance para tentar manter o jogador até final da época, e o que estará ao alcance é transmitir a confiança de, dentro de alguns meses, a opção de Enzo poder ser mais favorável ainda; Enzo já sabe, assim, que o Benfica quer que ele fique e já conhece os interesses dos clubes (Man. United e Chelsea ligeiramente à frente de Liverpool, City, Newcastle, até um mais ponderado Real Madrid) e o que esses clubes lhe oferecem (segundo as nossas fontes, qualquer coisa como 6 a 7 milhões de euros líquidos por época).
O cenário está claro. E a missão dos responsáveis encarnados parece ser cada vez mais impossível!

Agora, como as propostas ultrapassam já os 120 milhões de euros (valor a partir do qual o Benfica, pelo contrato, se comprometeu com Enzo a deixá-lo sair), a decisão está exclusivamente do lado do jogador.

Enzo Fernández chegou ao princípio da tarde de ontem a Lisboa, tendo viajado de Buenos Aires para Lisboa num voo privado disponibilizado pelo Benfica para, por um lado, poder estar, anteontem, na cidade natal, San Martín, a ser homenageado, e, por outro, cumprir a chegada a Lisboa à hora marcada pelo treinador Roger Schmidt.

Já no Seixal, Enzo teve então o encontro previsto com o presidente do Benfica, Rui Costa, que fez saber ao jogador que a intenção do Benfica (mesmo sob propostas da ordem dos 120 milhões de euros) é mantê-lo, pelo menos, até final da época. O Benfica sabe que está obrigado a deixar partir Enzo se Enzo assim decidir, mas não deixará de tentar convencer o jogador dos benefícios de se manter na Luz sensivelmente mais cinco meses, mesmo correndo o risco de nessa altura ter de aceitar um eventual negócio por valor abaixo dos 120 milhões de euros.

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