Freddy Adu recordou a passagem sem sucesso pelo Benfica

Freddy Adu recordou a passagem sem sucesso pelo Benfica, e explicou o que o levou a perder a paixão pelo jogo, isto depois de entrar no futebol Europeu com o rótulo de ‘novo Pelé’.

«Tive três treinadores diferentes no meu primeiro ano no Benfica. Achei que era demais, que o melhor para mim era procurar outro clube onde pudesse jogar mais, ter estabilidade, mas acabou por ser a decisão errada», diz em declarações à Sport Bible o extremo norte-americano, atualmente com 33 anos.

«É de loucos: no primeiro ano, até estava a jogar melhor que Di María», acrescenta, recordando o argentino que também chegou ao Benfica em 2007. «Tinha mais presença em campo, mais golos marcados… a minha época tinha sido melhor que a dele. Mas fui eu que saí por empréstimo. Isso magoou-me muito», desabafa.

E saiu por empréstimo: «Foi o meu maior erro. Não era maduro o suficiente para lidar com tantas distrações no Mónaco. E o meu jogo sofreu com isso. Basicamente, foi aí que começaram as saídas por empréstimo porque não estava a jogar bem o suficiente. (…) Não culpo ninguém, culpo-me a mim porque fui eu que tomei a decisão de ir para o Mónaco. Ninguém me obrigou.»

Seguiram-se mais empréstimos (Belenenses, Aris de Salónica e Rizespor) antes do regresso aos Estados Unidos, já desvinculado do Benfica. Passou ainda pelo futebol brasileiro, sérvio, finlandês e sueco antes de se retirar dos relvados.

«Todas essas equipas por onde passei… em muitos deles foi só para o espetáculo. Em muitos clubes tive aquele sentimento de ‘hey, vamos trazer Adu para termos mais publicidade e atenção sobre a nossa equipa’. Nenhum deles me queria no clube a longo prazo. Infelizmente, percebi isso tarde de mais. Foi então que perdi a paixão pelo futebol», assume.

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