Rui Costa e a Champions: “Esta época vamos tentar ir mais longe”

Depois da participação nos quartos de final da Liga dos Campeões, na época passada, Rui Costa, presidente do Benfica, assumiu a ambição de ir mais longe esta temporada.

«Seria hipócrita da minha parte se dissesse que nos saiu o adversário mais difícil no sorteio (dos oitavos de final), mas, tal como nós, o Club Brugge também fez uma grande fase de grupos. Venceram o FC Porto por 4-0 e não podemos pensar que, por não ser um adversário de maior nome – com todo o respeito pelo Club Brugge –, será uma eliminatória mais fácil para nós. Vai ser difícil e isso (vitória no Dragão) tem de servir como um alerta para nós. Temos as nossas ambições. Na época passada chegámos aos quartos de final e defrontámos o Liverpool, num ano que, internamente, não foi bom para nós. Esta época vamos tentar ir mais longe», disse o líder dos encarnados à Sky Italia.

Rui Costa falava à margem da gala dos Globe Soccer Awards, no Dubai, na qual o Benfica está nomeado para o prémio de melhor academia do Mundo.

«É uma das nossas vantagens, um dos nossos melhores trabalhos. Nos últimos 10 anos exportámos muitos grandes talentos que vemos no futebol atual. Faz parte da nossa cultura, da cultura do clube, e eu como presidente não quero deixar que isso se perca e quero continuar a formar jogadores, sobretudo para a primeira equipa, depois veremos o que acontece no futuro», referiu, antes de apontar alguns exemplos:

«Exportámos jogadores como Rúben Dias, João Cancelo, Bernardo Silva, João Félix e tantos outros… Depois quando vão contratar é normal que pensem nestes nomes e pensem que o Benfica é uma boa escola para eles. Quando o Milan me quis comprar, eu cresci a ver a geração de três holandeses, do Capello… para mim era muito fácil querer ir para o clube porque cresci a vê-los jogar. Isso serve de comparação com aquilo que o Benfica hoje representa para um jovem tanto em Portugal, como no estrangeiro. Sentir o nome do Benfica, por termos tantos jogadores nesse nível, é também mais fácil de importar talentos», atirou.

Rui Costa recordou a chegada de Cristiano Ronaldo à Seleção Nacional para disputar o Euro-2004.

«Foi a primeira competição dele na Seleção e a minha última, talvez a penúltima. Decorria uma mudança de geração, ele era ainda uma criança muito feliz e fazia coisas no treino que mais ninguém conseguia fazer. Partíamos a cabeça dele o dia todo para jogar o mais simples possível, mas quando ficávamos só nós, os mais velhos, dizíamos ‘este é o melhor do mundo’. Já percebíamos o ‘monstro’ que ele era e que iria chegar onde chegou», disse o antigo internacional português, agora presidente do Benfica, em declarações à Sky Italia.

Sobre a participação de Portugal no Campeonato do Mundo que está prestes a arrancar no Catar: «Esta é uma geração muito boa, com jogadores muito talentosos que estão nos melhores clubes e campeonatos do mundo. Em termos de experiência e competitividade estão preparados, e há muitos talentos que têm de aproveitar as vantagens de jogar num Mundial. É chegar lá e desfrutar o prazer de representar Portugal.»

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