Estreias com selo e exibições “Made in Seixal” e um quarteto que deixa a sonhar muitos benfiquistas

Desde que assumiu o banco da Seleção Nacional, em 2014, Fernando Santos já lançou 59 jogadores.

António Silva, defesa-central do Benfica, e Gonçalo Ramos, avançado também das águias, são os mais recentes nomes nesta lista. O defesa integrou mesmo o onze titular para o amigável com a Nigéria, em Alvalade, de preparação para o Mundial do Catar. Já o avançado entrou no decorrer da segunda parte para o lugar de André Silva, e fez o que o seu substituído não conseguiu. Golo.

Da parte de António Silva, de registo ter feito uma estreia com folha limpa, pois Portugal não sofreu golos. Jogou os noventa minutos e muito bem, tanto ao lado de Rúben Dias (também formado no Benfica) na primeira parte, como com o repentinamente recuperado Pepe, na segunda parte. Exibição exemplar onde apenas por uma vez foi ultrapassado por um adversário.

Relativamente a Gonçalo Ramos, a estreia foi também de relevo. Entrou, marcou, e assistiu o outro benfiquista João Mário, que fechou a goleada de 4-0 sobre a Nigéria.

Não podíamos deixar de realçar o quarteto ofensivo com que terminou o jogo esta Seleção Nacional. Depois da novela “Ricardo Horta” no passado verão, e da já prevista novela “João Félix” em janeiro, com ambos, formados no Benfica, poderem regressar à casa mãe, foi notório o nível exibicional que a equipa ganhou com ambos em campo, e com a companhia de Gonçalo Ramos (igualmente jogador e formado no Benfica) e João Mário, a fazer a sua melhor temporada de sempre com a camisola das águias. Foi deste quarteto que saiu o grande golo de levantar o estádio que fechou o resultado em Alvalade. Receção magnífica de João Félix junto à linha, com passe para o coração da área onde estava Gonçalo Ramos, que de calcanhar assistiu João Mário para o quarto golo da turma das quinas.

Nuno Alexandre Costa

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