Melhor arranque de época do Benfica neste século

Empolgante. Sublime. Avassalador. Há muito que uma equipa do Benfica não atraía tamanhas emoções junto dos adeptos como esta que Roger Schmidt, de 55 anos, montou em curto espaço de tempo. Os números apresentados atestam as boas sensações, o futebol atrativo é o reflexo da sintonia existente entre as ideias do treinador e a forma como os jogadores as colocam em prática.

Na ressaca de tremenda noite europeia, com a maior goleada de sempre fora de casa desde que a Liga dos Campeões foi reformulada (6-1 ao Maccabi Haifa), constata-se que este Benfica acentua cada vez mais a tendência de vertigem ofensiva: em 22 jogos disputados até agora em todas as frentes, num ciclo ainda sem derrotas, 58 golos marcados (média de 2,63/golos por jogo).

O que, olhando para o mapa dos golos apontados neste século em idêntico ciclo de jogos, permite concluir que só a equipa montada em 2009/10, por Jorge Jesus, rivaliza com a atual de Roger Schmidt: Nessa temporada, com o mesmo número de jogos, as águias de JJ tinham festejado mais um golo (59) que a equipa do treinador alemão. Mas a média de golos/jogo é semelhante (2,68). A diferença de Jesus para Schmidt é que em 2009/2010 por esta altura as águias já tinham sofrido quatro derrotas e três empates. Agora, com o alemão apenas quatro empates e no resto 18 vitórias. Sem dúvida um Super Schmidt.

São estes, de longe, os dois melhores arranques de temporada deste século em termos ofensivos.

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