Goleada histórica em Haifa qualifica Benfica em primeiro sem depender do PSG

O Benfica finalizou com chave de ouro uma fase de grupos da Liga dos Campeões absolutamente histórica com esta goleada por 6-1 ao Maccabi, em Haifa, que permitiu aos encarnados conquistarem o primeiro lugar do grupo ao PSG, seguindo para o sorteio dos oitavos de final como cabeças de série, e fixou, também, a melhor pontuação de sempre das águias na fase de grupos, 14 pontos, ultrapassando os 12 de Jorge Jesus em 2011/12. 

Foi a primeira vez que os encarnados venceram em Israel e por números nunca antes vistos numa deslocação neste formato da Champions, ou seja, foi a maior goleada fora de casa do clube da Luz na prova milionária.

Como se esperava, o Maccabi teve entrada forte e determinada no jogo. Avisou a baliza de Vlachodimos logo aos 6’, num remate cruzado de David que passou perto do poste esquerdo da baliza do internacional grego. Mas o Benfica respondeu pouco depois, numa jogada de Aursnes pela esquerda que culminou num passe para Gonçalo Ramos acertar em cheio no poste esquerdo da baliza de Cohen, e que ajudou a meter gelo no caldeirão de Haifa, que aos 19’ não ganhou para o susto num remate de Rafa desviado por Cohen por cima da barra.

O primeiro golo do Benfica surgiu logo a seguir, com um lançamento longo de Bah para a grande área do Maccabi a ser aproveitado por Otamendi, que de cabeça serviu Gonçalo Ramos para um cabeceamento frontal sem hipóteses para Cohen. O Maccabi não demorou a reagir e conquistou um pontapé de penálti poucos minutos depois por mão de Bah, que Chery não desperdiçou, fazendo o 1-1 aos 26’, empate que se manteve até ao intervalo.

Por alturas do descanso já Roger Schmidt tinha feito duas substituições. Trocou Gonçalo Ramos por Musa perante as queixas manifestadas pelo avançado ainda antes de fazer o 1-0, mas ao mesmo tempo tirou o norueguês Aursnes, que foi rendido por Chiquinho. Apesar das mudanças, a equipa manteve a solidez e mostrou-se mais competente após o intervalo, com os últimos 30 minutos, praticamente, a serem arrasadores para a equipa israelita.

Musa molhou a sopa aos 59, de cabeça, a cruzamento de Bah, dez minutos depois Grimaldo voltou a meter livre direto na baliza adversária (tal como fizeram no jogo anterior com o Chaves), e também Rafa se juntou à festa quatro minutos depois, a passe de Neres, para o quarto jogo consecutivo a marcar. Nessa altura ainda o PSG liderava o grupo mercê do 2-1 sobre a Juventus em Turim e o Benfica ainda precisava de mais dois golos. Que acabaram por surgir, o primeiro marcado por Henrique Araújo, que saltou do banco aos 82’ e fez o 5-1 aos 88’, o segundo por João Mário, a passe de Chiquinho, num remate de fora da área que fixou o 6-1 final.

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