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Roger Schmidt com análise curiosa à sua primeira vitória sobre o Porto no Dragão

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Roger Schmidt analisou em conferência de Imprensa a vitória do Benfica no Estádio do Dragão diante do FC Porto por 0-1, jogo da 10.ª jornada da Liga Bwin, que aconteceu nesta sexta-feira, 21 de outubro. O treinador estava orgulhoso da atitude dos jogadores e considerou o triunfo justo.

No primeiro clássico que o técnico do Benfica disputou, a vitória foi o único desfecho na mente dos jogadores benfiquistas. “Hoje [sexta-feira], não interessava como, interessava ganhar”, disse aos jornalistas presentes na sala de conferências de Imprensa do Estádio do Dragão.

Roger Schmidt explicou ainda que as três alterações ao intervalo deveram-se aos amarelos que Enzo, João Mário e Bah viram na primeira parte e que não quis arriscar “perder a vantagem numérica que tinha no jogo”. O treinador benfiquista revelou ainda que foi especial ganhar numa “atmosfera diferente”, principalmente pela “grande atitude” que a equipa teve ao longo de toda a partida.

VITÓRIA JUSTA DE QUEM ENTROU EM CAMPO SÓ COM UM DESFECHO EM MENTE

“Foi um jogo muito difícil para nós. Não foi um jogo de futebol bonito, já o esperávamos. Estava claro que tínhamos de defender muitas bolas longas, muitas bolas paradas, sabíamos isso à partida. Penso que apenas lhes demos uma oportunidade, no início do jogo, mas depois defendemos bem. Não jogámos o nosso melhor futebol, mas o jogo teve muitas faltas, muitas queixas e perdemos um pouco o nosso ‘momentum‘, especialmente no final da primeira parte, depois da expulsão do jogador do FC Porto. Depois do intervalo estivemos melhor, controlámos o jogo e conseguimos ter muita posse de bola e fazer o adversário correr atrás dela. Para nós, estava claro que a qualquer momento haveríamos de ter a nossa oportunidade de ganhar o encontro. Era esse o plano para a segunda parte. Estou muito feliz com os meus jogadores. Foi uma partida diferente do normal. Já ganhámos muitos jogos importantes, mas a tarefa de hoje era bem diferente. Hoje [sexta-feira], não interessava como, interessava ganhar. Fizemo-lo e merecemos ganhar.”

“Não tivemos muitas oportunidades, mas as que tivemos foram boas. A paciência foi decisiva para ter o controlo do jogo”

Roger Schmidt

“ESTAMOS NA 10.ª JORNADA, NÃO É DECISIVO”

“Era claro que, se ganhássemos, ficaríamos com mais seis pontos. Era esse o nosso objetivo, ganhar. Estamos com mais seis pontos, não é decisivo, estamos na 10.ª jornada, mas ganhar fora de casa ao segundo classificado é uma declaração clara de afirmação. Temos de melhorar, de evoluir e hoje era um jogo para isso. Tal como disse antes, era um jogo diferente, de muitas emoções. Tivemos de mudar três jogadores ao intervalo, porque senão o fizéssemos não acabaríamos o jogo com 11. Os jogadores que entraram estiveram bem. Foi um bom teste para nós, mas agora temos de nos focar com a Juventus, e depois na Liga portuguesa temos de aproveitar todos os desafios para continuar a somar pontos.”

“Foi decisão minha não arriscar perder a vantagem numérica em campo”

A PACIÊNCIA FOI UMA VIRTUDE

“Controlámos o jogo, exceto nos últimos minutos, em que concedemos alguns lances de bola parada ao adversário. Antes, controlámos o encontro, não os deixámos contra-atacar. Foi claro que para marcar teríamos de o fazer dessa forma, e tentámos não lhes proporcionar esses momentos. Estivemos bem e conseguimos usar as oportunidades que tivemos para marcar. Não tivemos muitas oportunidades, mas as que tivemos foram boas. A paciência foi decisiva para ter o controlo do jogo. Controlámos na segunda parte, na primeira nenhuma das equipas o conseguiu controlar.”

EVITAR A IGUALDADE NUMÉRICA

“[Três substituições no começo da segunda parte] Foi só devido aos cartões amarelos. Houve muitos momentos de muito contacto na primeira parte, penso que não foi um jogo fácil para o árbitro. Na minha opinião, esteve muito bem. Não tinha a certeza de que a minha equipa acabaria o encontro com 11 jogadores, foi decisão minha não arriscar perder a vantagem numérica em campo.”

ORGULHOSO DOS JOGADORES

“Cada jogo em Portugal é o primeiro para mim com cada adversário. Quando nos preparamos para este tipo de jogos, falo muito com a minha equipa de trabalho, com aqueles que conhecem bem a Liga portuguesa melhor que eu. Todos falaram da atmosfera especial, mas senti-la foi diferente. Foi especial e é por isso que estou contente. Mesmo contra 10 não foi fácil e é por isso que estou muito feliz e orgulhoso dos meus jogadores, não porque jogámos um futebol fantástico, mas porque mostrámos uma grande atitude.”

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