Golo de Rafa decide clássico no Dragão e Benfica amplia para seis pontos de vantagem sobre Porto

O Benfica colocou um ponto final numa série de nove jogos sem vencer frente ao FC Porto e bateu o rival, no Estádio do Dragão, por 1-0, com o golo a ser da autoria de Rafa, ao minuto 72. Desde 2 de março de 2019 que as águias não venciam os portistas, num triunfo obtido também na Invicta, por 2-1.

Com este resultado, a formação de Roger Schmidt avança na liderança da Liga, ficando com seis pontos de vantagem sobre os azuis e brancos, que fecharam um ciclo de 36 jogos sem perder no seu recinto.

Num jogo frenético no Dragão, com o FC Porto a surgir bastante pressionante e a conquistar diversas bolas no seu meio-campo ofensivo.

Uribe e Taremi surgem a alvejar a baliza do Benfica, com Vlachodimos a conquistar protagonismo ao negar o golo ao iraniano, num voo notável, ao minuto 15.

A partir daí, os encarnados assentaram o seu jogo e lançaram-se à baliza de Diogo Costa.

Um primeiro remate de Rafa anuncia o maior dinamismo das águias, contrariado em falta por Eustaquio, que viu o primeiro cartão amarelo, ao minuto 24.

Treze minutos depois, o médio do FC Porto voltou a chegar atrasado a uma discussão de bola com Bah e atingiu o dinamarquês, com o árbitro João Pinheiro a não ter dúvidas e a registar o segundo amarelo e a expulsão de Eustaquio.

Os dragões foram atingidos profundamente na sua estratégia, mas mantiveram a garra em campo.

Do lado dos benfiquistas, a organização da equipa melhorou, com a circulação de bola a permitir chegar à baliza de Diogo Costa com mais frequência, tendo o seu momento mais alto ao minuto 36: Aursnes rompe na área e atira ao poste e na sobra Rafa enviou a bola à trave, em golpe de cabeça.

Para o segundo tempo, e atendendo às emoções da partida, Roger Schmidt fez três substituições, retirando do campo atletas que já tinham sido admoestados com cartões amarelos. Gilberto e Neres foram promovidos a homens de perigo no flanco direito e Draxler entra para a esquerda.

Com menos uma unidade em campo, o FC Porto recuou no terreno, permitindo ao Benfica assumir o jogo, uma iniciativa que se traduziu em domínio territorial das águias, contrariado pela entrada de Veron, que deu vivacidade momentânea ao conjunto de Sérgio Conceição.

Só que uma jogada de contra-ataque do Benfica, conduzida por Rafa, levou Neres a entrar em profundidade e a devolver a bola para o português, que após o domínio da bola rematou para inaugurar o marcador.

Perante um contexto de desvantagem, o FC Porto reagiu, suscitando cautelas e gestão da bola no Benfica. Toni Martínez ainda ameaçou as luvas de Vlachodimos, no maior sinal de perigo da equipa da casa nesses instantes.

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