Benfica falha acesso às meias-finais do mundial de andebol por um golo

O Benfica falhou o acesso às meias-finais do Mundial de Clubes, a decorrer na Arábia Saudita, ao perder com os egípcios do Al Ahly SC por 28-29.

A precisar de um empate para seguir em frente como líder do grupo B, a equipa portuguesa, convidada pela federação internacional após a vitória da Liga Europeia, entrou bem no encontro muito físico frente aos vencedores das Taças das Taças Africanas, com Demis Grigoras a inaugurar o marcador nos instantes iniciais e a manter-se na dianteira, mas sempre sem muito tempo para respirar fundo, nem nas vezes em que esteve a três golos de vantagem.

Com inúmeras exclusões de lado a lado, Petar Djordjic ia assinando golos na linha dos 9 metros e Sergey Hernandez travando alguns dos ataques egípcios, velozes no contra-ataque numa fase em que a turma de Chema Rodríguez estava menos assertiva na concretização. Assim, a cinco minutos do intervalo, Hassan dá o empate (11-11) num golo de baliza vazia a compensar as inferioridades numéricas e Mesilhy marca de 6 metros para deixar o Al-Ahly na frente pela primeira vez (12-11).

A má fase encarnada prosseguiu com Petar Djordjic a falhar a conversão de penálti, mas os últimos segundos as águias renasceram qual Fénix com Bélone Moreira a marcar um golo providencial para o empate (12-12), Djordjic a devolver a vantagem ao emblema luso e Sergey Hernandez a defender um livre de 7 metros, pelo que foi na frente (12-13) que terminaram a 1.ª parte.

A intensidade de jogo continuou no regresso do balneário e as exclusões também, tendo o pivot Alexis Borges visto o cartão vermelho a meio da 2.ª parte, já depois do Benfica ter registado a maior vantagem (13-17) graças a Ole Rahmel.

A pressão egípcia não perdeu força, apesar das investidas de sucesso do internacional português Bélone Moreira (21-23) e Rahmel, antes de também o germânico ver o vermelho direto. Salaheldin deixou o Al-Ahly à frente (25-24), compensado por Bélone que devolveu  o empate (25-25) ao Benfica até Mesilhy fazer o 26-25. Impróprio para cardíacos, a menos de cinco minutos do final, Bélone arrancou um livre de 7 metros que Djordjic não desperdiçou (26-26).

O ritmo frenético manteve-se com o comando no marcador a oscilar entre uma equipa e outra e, com isso, a decisão de quem passaria às meias-finais. O último minuto chegou com empate a 28 golos, um time-out pedido pelo técnico egípcio, que resultou no 29-28. Com 11 segundos para jogar, Chema Rodríguez reuniu as tropas para a jogada final que Jonas Kallman viu defendida pelo n.º 16 egípcio Elrahman Sayed, que foi o herói da tarde.

Com nove golos em 14 remates, Djordjic foi o mais certeiro dos encarnados lisboetas, seguido de Bélone Moreira (cinco golos em outras tantas tentativas) e Ole Rahmel (cinco em sete). Omar Khaled Hassan (8) e Ahmed Mesilhy (7) destacaram-se na turma africana.

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