Diego Simeone não meteu João Félix com medo de perder o jogo e já houve reações

Diego Simeone explicou, no final do encontro com o Club Brugge, o porquê de ter deixado João Félix no banco durante todo o jogo. Quando percebeu que não ia entrar, o português teve reação intempestiva, claramente agastado com a situação (ver notícia associada).

«Só quero falar de futebol. Naquele momento percebi que o Club Brugge ainda nos podia incomodar no ataque e entendi que o Griezmann já estava com pouca energia. Estava a atacar muito bem mas já não defendia assim tão bem e lancei o Witsel para equilibrar a equipa. Não quis perder o jogo e ficar fora da Champions, portanto tomei essa decisão», disse o argentino.

Minutos após o final do Atlético Madrid-Club Brugge, para a Liga dos Campeões, João Félix (ou a equipa de comunicação que lhe gere as redes sociais, claro está) colocou um ‘gosto’ numa publicação onde era pedido o regresso do avançado português ao Benfica.

A cumprir a quarta temporada nos espanhóis, João Félix, por quem o Atlético pagou 126 milhões de euros às águias, estará em ‘rota de colisão’ com Diego Simeone, tendo o jogo com os belgas sido palco de mais um episódio da evidente tensão entre o avançado português e o treinador da equipa (ver notícias associadas).

Entretanto, o referido ‘gosto’ de João Félix já desapareceu da publicação em causa.

Com o Atlético Madrid a precisar de marcar frente ao Club Brugge – o jogo terminou 0-0 no Metropolitano -, Diego Simeone preferiu lançar Axel Witsel, médio-centro de origem, para o lugar de Antoine Griezmann, queimando assim a última das cinco substituições ao dispor. João Félix esteve a aquecer durante largo período da segunda parte e quando viu que não seria lançado no jogo seguiu para o banco claramente chateado, atirando uma toalha ao chão.

No final, o central Gimenez foi confrontado com o momento. «Na verdade, não vi o que aconteceu, mas percebo enfado por não ter jogado. Na minha equipa quero jogadores ‘rebeldes’, que queiram jogar, e se note que, quando chega a vez deles, estão com aquela atitude de dar tudo e ganhar minutos. Pessoalmente, quando estou chateado, prefiro não falar, ficar sozinho. Muitas vezes é preciso saber colocar-se no lugar de outra pessoa. O melhor é deixá-lo em paz, acalmar-se e que saiba que para nós é muito, muito importante. Precisamos dele com essa raiva, mas com a tranquilidade e qualidade que ele tem, para quando jogar estar a cem por cento».

O jornal Marca refere esta quinta-feira que, em três ano, a relação entre Félix e o treinado Diego Simeone nunca esteve tão tensa. «Está mais do que complicada a relação entre o poderoso treinador e o jogador que ia ser a estrela da temporada. Apenas 13 jogos foram suficientes para que o cenário mudasse. O treinador perdeu a confiança num jogador que transformou a raiva pontual em algo comum», escreve-se.

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