Ex-Presidente da Liga Portuguesa de Futebol acusa dragões de controlarem tudo

Mário Figueiredo, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) entre 2012 a 2014, acusou ontem, em tribunal, o Porto Canal de ter deturpado e omitido emails para demonstrar que o Benfica controlava, em 2017, o mundo do futebol quando na realidade o domínio era exercido, defendeu, pelo FC Porto.

O ex-dirigente foi chamado a depor, pelo Ministério Público, como testemunha no caso dos emails, que decorre no Juízo Central Criminal de Lisboa e onde Francisco J. Marques, Júlio Magalhães e Diogo Faria estão no banco dos réus. «O programa selecionou as mensagens que pudessem demonstrar que o presidente [da LPFP] tinha alguma obediência ou subserviência ao Benfica. O que resulta das mensagens é precisamente o contrário, de que o FC Porto é que dominava o mundo do futebol», sublinhou Mário Figueiredo, garantindo que as mensagens que trocou com elementos do Benfica «foram descontextualizadas».

A sessão de ontem teve início com a audição de Adão Mendes,  antigo observador da Federação e da Liga, que disse ter sido «roubado», esclarecendo o teor de alguns emails. «Senti-me roubado daquilo que era meu. Algumas coisas que foram ditas não estavam escritas e outras não era verdade. A ordem dos emails era trocada», esclarecendo os termos «padres e missas» utilizado na troca de emails com Pedro Guerra: «Quando falei em missas referia-me a jogos de futebol. Os padres eram os árbitros e as missas eram os jogos. Fala-se assim desde as camadas jovens», explicou, garantindo depois: «Não é qualquer código, era uma forma de dizer a que sítio íamos arbitrar. No programa, o Francisco J. Marques disse na televisão que o meu filho [árbitro assistente] subiu, subiu, subiu…. Senti-me atingido com essa mentira, porque o meu filho só chegou ao terceiro escalão.»

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