Benfica “mandão” foi a Turim vencer a Juventus e trazer mais três pontos

Entrada em falso da equipa encarnada em Turim. Demasiada ansiedade, muitos passes errados, pouco acerto coletivo, uma equipa enfiada num colete de forças muito por culpa do talento e pressão imposta pela equipa italiana nos primeiros minutos da partida. O Benfica abanou e… caiu. Logo ao minuto 4, na sequência de um lance de bola parada, um livre apontado por Paredes no flanco direito do ataque italiano, a bola acaba na cabeça de Milik, que ganha o duelo aéreo com Gonçalo Ramos e desvia ao primeiro poste para o golo.

Um arranque penoso para os encarnados que, poucos minutos depois, só não sofreu o segundo porque Kostic, na área encarnada, rematou cruzado com a bola a sair muito perto do poste esquerdo da baliza de Vlachodimos. Os encarnados sofreram a bom sofrer nos primeiros 20 minutos e só a partir daqui começou a ganhar asas. Quase sempre pelos mesmos protagonistas. Dois lances de cabeça de Gonçalo Ramos (21’ e 27’), a cruzamento de Neres, levaram o perigo à baliza de Perin.

Era preciso mais, ainda assim, para furar a consistente defesa italiana, liderada por Bonucci, muito rotinada num sistema de 3x5x2, no qual quase todas as despesas ofensivas estavam destinadas a Vlahovic e Milik. O Benfica reagiu e terminou bem melhor a primeira parte. Primeiro com uma bola no ferro da baliza de Perin, a forte remate de Rafa. Depois Mireti pisa Gonçalo Ramos na área, lance é analisado pelo VAR e encarnados beneficiam de um castigo máximo que é convertido por João Mário. Igualdade em cima do intervalo que permitia um maior conforto para encarar os segundos 45 minutos. Um resultado justo, ainda assim, perante o crescimento dos encarnados nos instantes finais do primeiro tempo.

Na etapa final, cenário diferente. O Benfica já entrou dentro do jogo, com maior confiança. Bah deu o primeiro sinal com remate de longa distância e Milik (mais uma vez…) proporcionou grande defesa a Vlachodimos num potente remate que ainda é desviado por João Mário.

Mas foi o Benfica a responder mais afirmativamente. Com critério e com golo. De David Neres, num golo com selo importante de Enzo Fernández que ganha um duelo com Milik, dá para Gonçalo Ramos que é travado na área por Bremen, mas a bola sobra para Rafa que atira forte. Perin só consegue desviar a bola para o lado e Neres, com forte remate, bate o guardião italiano. Era a cambalhota e no jogo e um Benfica renovado para uma segunda parte onde esteve melhor em quase tudo. Rafa esteve perto do terceiro (63’) mas Perín evitou o pior para os italianos que ainda lançaram Di Maria para criar mais dificuldades aos encarnados. O desespero italiano, também vindo das bancadas, ajudou os encarnados que nesta fase dominavam a partida a belo prazer.

Mas o terceiro golo tardava e a Juventus ia ameaçando. Kean ainda atirou ao ferro (71’), naquela que era a melhor ocasião italiana nesta etapa, e obrigava Roger Schmidt a mexer na equipa. O jogo partiu-se nos últimos minutos, bola cá, bola lá, mas as águias foram aguentando a pressão italiana.

Nos instantes finais ainda suspirou depois de Vlahovic colocar a bola na baliza, mas em fora de jogo, e suspirou ainda mais após o apito final. Agarrou três preciosos pontos em Turim numa partida suada mas com uma vitória justa para os encarnados.   

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