Roger Schmidt: “É uma honra para mim, enquanto técnico trabalhar num clube assim”

A poucos dias da estreia na fase de grupos da Liga dos Campeões, Roger Schmidt concedeu uma entrevista à revista Kicker. O treinador alemão de 55 anos mostrou-se feliz com os primeiros tempos do Benfica.

«Quando falaram comigo ficou bastante claro: O Benfica queria-me como treinador, então eu pertencia 100 por cento lá. É uma honra para mim, enquanto técnico, trabalhar num clube assim», explicou.

Contudo, a trajetória podia ter sido diferente. Em dezembro, Roger Schmidt revelou que foi contactado pelo RB Leipzig para suceder a Jesse Marsch. Uma proposta que recusou.

«É um princípio que tenho, para mim não é opção deixar a minha equipa a meio da temporada. As coisas estavam a correr bem no PSV em termos desportivos e fora do campo estávamos todos muitos unidos. Por isso não conseguia pensar na hipótese de sair a meio da época», concluiu.

Julian Draxler foi a contratação sonante do Benfica neste mercado de transferências. O médio alemão, campeão do mundo em 2014, chegou por empréstimo do PSG nos últimos dias do mercado e foi bastante elogiado por Roger Schmidt, que traçou um paralelismo com Gotze, outro alvo das águas.

«Não contratámos o Draxler porque funcionou bem com o Gotze no PSG, mas sim porque ficámos totalmente convencidos por eles. É um jogador de topo que nos dá muita flexibilidade no ataque. Não é uma questão de vamos repetir a história. É sempre sobre o conteúdo e não as pessoas», explicou à Kicker.

Ainda assim, Roger Schmidt deixou largos elogios a Mario Gotze, com quem trabalhou em Eindhoven na época passada.

«Não nos conhecíamos antes, mas encaixámos. Eu aprecio o Gotze como futebolista e pessoa, foi muito bom trabalhar com ele e acho que o sentimento é recíproco. Notou-se pela alegria como que jogou futebol», atirou.

Com o arranque da fase de grupos da prova milionária (terça-feira diante do Maccabi Haifa), as águias vão voltar a um ritmo de dois jogos por semana. Uma cadência que motivou as críticas do treinado do Benfica.

«Até certo ponto temos de aceitar que o futebol é um negócio e todos beneficiamos disso. Ainda assim, sou um dos que diz que não temos de aceitar tudo por isso. Os intervalos entre jogos não são suficientes e as partidas acabam por perder um bocado o valor. Do meu ponto de vista, o número de jogos devia ser reduzido e não aumentado», atirou.

Questionado sobre essa redução implicar uma perda de receitas, Schmidt foi perentório: «Honestamente, já se ganha tanto dinheiro no futebol… Acho que não é preciso ainda mais».

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