Petit abordou recepção ao Benfica e fez o retrato do que espera encontrar das águias

Petit abordou a recepção ao Benfica, esperando roubar pontos à águia e estragar o bom momento da equipa de Roger Schmidt, mesmo tendo como ponto de partida uma exibição apagada diante do Casa Pia, onde a pantera saiu ferida pela primeira derrota na Liga.

«Já reflectimos sobre o que se passou e a semana foi igual a todas as outras. Vamos encontrar um adversário difícil, a atravessar um bom momento, que apresenta uma mentalidade e forma de jogar diferente. Pressionam muito alto, são muito intensos nos primeiros minutos, recuperam muitas bolas altas e criam logo de entrada muitas oportunidades. Também tens de saber ter bola, sair das zonas de pressão e procurar as zonas podemos criar perigo. Em casa perante os nossos adeptos, queremos discutir o jogo e os três pontos. Conhecemos o momento do rival, foi devidamente estudado o seu poderio ofensivo, mas somos Boavista e queremos mostrar boa atitude, dificultando ao máximo esse início empolgado», frisou Petit, admitindo duas baixas importantes, do guarda-redes Bracali e do defesa Hamache, recentemente regressado ao Bessa, após ter visto transferência gorada para o Dnipro.

«O Hamache fez dois jogos mas esteve dez dias sem trabalhar. Não está na sua melhor condição e não está para defrontar o Benfica. Quem jogar vai dar conta do recado. Se o Benfica não tem o Otamendi, nós também não vamos ter o Bracali, que sofreu uma lesão no joelho e vai parar duas semanas. Claro que estamos a trabalhar, sabendo que não joga o Otamendi, e preparando a equipa para apanhar o Vertonghen ou António Silva ao lado do Morato», analisou o técnico dos axadrezados, visualizando em palavras este Benfica de Schmidt.

«É diferente, o treinador é outro, as ideias são outras. Vejo algo dentro daquilo que também apanhei na minha passagem pela Alemanha como jogador. É um futebol apoiado, gosta de ver a equipa construir de trás, mete muita gente no jogo interior e descobrem-se permutas interessantes na frente. O Rafa é quem acelera o jogo. Procuram muito a profundidades e costas dos defesas adversários. Identificamos os perigos, estamos preparados, também as bolas paradas do Benfica. Respeitando o bom momento, queremos voltar às boas exibições e aos pontos mas quando começa o jogo são as tomadas de decisão dos jogadores que determinam as coisas. Temos de perceber que o jogo tem 90 minutos e nem todos os momentos podem ser de pressão alta», clarificou.

Leave a Reply