Rui Costa promete perpetuar a memória de Chalana em iniciativas a anúnciar

Rui Costa, presidente do Benfica, marcou inevitavelmente presença na noite desta quinta-feira no velório de Fernando Chalana, que decorre na Basílica da Estrela, em Lisboa.

«Chalana não é só um símbolo do Benfica, é um dos maiores símbolos do futebol português. Não sei se está ao lado de Eusébio, mas seguramente está no patamar dos grandes. Foi um dos meus ídolos de infância. Não vi jogar o Eusébio, mas para as pessoas da minha geração foi o melhor que vi jogar com a camisola do Benfica. Dos que eu vi talvez seja o maior génio do futebol português. Era tudo em campo: magia, fantasia, a finta sem sequer tocar na bola…», disse o líder do clube da Luz, que recordou:

«Foi também o meu último treinador e alguém com quem tenho grande orgulho de ter privado.  O jogador todos conheceram, mas importa referir a grande pessoa que era. Continuou a ser treinador da formação no Benfica e não havia quem não tivesse admiração por ele. Uma pessoa de enorme humildade, conseguiu conquistar toda a gente.»

«Qualquer jogador do Benfica sabe que o número 10 é uma responsabilidade extra, porque Chalana deixou-a como referência. É verdade que o Eusébio também usou esse número, eu herdei esse número do Valdo, mas sempre que alguém a utiliza é lembrado que foi o número do Chalana», prosseguiu, logo questionado sobre quais as homenagens que tem previsto para ‘o pequeno genial’, além de o número 10 não ser utilizado na presente época. «Vamos fazer algo mais, mas neste momento estamos ainda muito emocionais. Agradeço as incontáveis sugestões que temos recebido nas últimas horas. A memória dele será perpetuada através de diferentes iniciativas. Iremos decidir depois», respondeu.

Rui Costa foi ainda desafiado a lançar valores sobre Chalana caso jogasse na atualidade. «Deixar sair? Nunca… nunca deixaria sair o Chalana. Se o tivesse de contratar, bateria o recorde de transferências. Mas isto sou eu, repito, que não vi o Eusébio jogar.»

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