Ana Oliveira defende judocas e lança duras críticas à Federação Portuguesa de Judo

Na sequência da acusação de opressão e de «clima tóxico» feita por judocas olímpicos ao presidente da Federação Portuguesa de Judo, Jorge Fernandes, a diretora do projeto olímpico do Benfica, Ana Oliveira saiu em defesa dos atletas.

«Todos os atletas que assinaram esta carta que, repito, não são só do Benfica, precisaram de muita coragem. Foi preciso chegar a um ponto de saturação tão grande que não é normal, que eu tenha conhecimento foi a primeira vez que isto foi feito. Ainda por cima por atletas que são a elite do desporto nacional que representa o judo, são atletas que o que mais querem neste momento é paz e harmonia», disse, em declarações à TSF.

A dirigente pediu mesmo «reflexão» a Jorge Fernandes, após as queixas de Telma Monteiro, Catarina Costa, Bárbara Timo, Rochele Nunes, Patrícia Sampaio e Anri Egutidze.

«O presidente da federação devia reunir a sua equipa e perceber porque é que isto aconteceu. Ter a humildade e reflexão necessária para perceber que isto é mesmo muito grave e que quem tem de resolver isto é ele, juntamente com o Comité Olímpico. Dar as condições que os atletas querem, precisam e conquistaram», vincou.

Ana Oliveira criticou ainda a posição do presidente da Federação Portuguesa de Judo, que assumiu problemas com os judocas do Benfica e os treinadores. Contudo, recusou a ideia de que o clube da Luz retire atletas do organismo.

«O Benfica não retira, põe atletas. Aliás, temos uma missão que vai muito além dos objetivos do clube. A nossa missão é servir Portugal e a missão olímpica. A ponte que temos entre o Comité Olímpico e o clube é a federação e o Benfica, pelo seu histórico, todos os anos e todos os dias trabalha para colocar, cada vez mais, atletas nas seleções nacionais», realçou, pedindo também a intervenção da secretária de Estado do Desporto e do Comité Olímpico Português.

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