Roger Schmidt e Florentino anteviram o jogo na Dinamarca com o Midtjylland

O treinador Roger Schmidt e o médio Florentino fizeram a antevisão ao Midtjylland-Benfica da 2.ª mão da 3.ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões, jogo agendado para as 18h45 de terça-feira, 9 de agosto, no Estádio Randers, na Dinamarca.

Florentino está a ser aposta de Roger Schmidt neste regresso ao Benfica, depois de dois empréstimos consecutivos, primeiro ao Mónaco (França) e depois ao Getafe (Espanha). O médio de 22 anos assume estar mais experiente.

«Não é uma questão de me impor ou não, pois todos os jogadores vão ter oportunidades.  Agora estou a jogar com regularidade e quero continuar a fazer o meu trabalho para estar no onze inicial. Os empréstimos foram muito importantes a nível profissional e pessoal, foi um crescimento muito grande para mim e creio que vim um jogador mais maduro para o Benfica», disse Florentino na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Midtjylland, da segunda mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Os encarnados viajam para a Dinamarca com vantagem de 4-1, mas o médio deixou a garantia: «No Benfica o objetivo é sempre ganhar. Esperamos um jogo muito difícil, como aconteceu na primeira mão, pois na Liga dos Campeões são sempre muito competitivas, por isso vamos tentar ter um bom desempenho para voltar a vencer.»

Questionado sobre a adaptação aos métodos do treinador Roger Schmidt, o médio optou por falar em termos genéricos, deixando perceber que tudo está a correr bem até ao momento. «Creio que a equipa está a adaptar-se muito bem às ideias do mister, estamos todos muito recetivos. O caminho é este e vamos olhar jogo a jogo, olhando particularmente para o próximo, frente ao Midtjylland», disse.

Em conferência de Imprensa, Roger Schmidt levantou a possibilidade de haver alterações no onze, revelou o status clínico de João Mário, alertou para as forças do adversário e assumiu que tem gostado das exibições da equipa apesar das melhorias que podem ainda acontecer.

Que jogo espera na Dinamarca? Quais são as suas expectativas, tendo em conta a vantagem que leva de Lisboa?

Espero que o adversário faça tudo para regressar a esta eliminatória. Estamos a meio, temos de jogar mais 90 minutos. Temos vantagem do jogo em casa [4-1], é um bom resultado, mas tenho alguma experiência neste tipo de jogos, e o importante é não desistir e estar concentrado para a 2.ª mão. O Midtjylland vai criar-nos dificuldades, vai desafiar-nos a trabalhar muito através de um futebol físico, com jogadores rápidos no ataque e fortes a defender. Temos de estar preparados e mostrar a nossa qualidade. Temos de mostrar a nossa forte mentalidade desde o início e acreditar que vamos estar no play-off.

Roger Schmidt

“Sei como é o futebol, e não é uma questão de milagres… 4-1 não é 8-0, é um bom resultado, mas ainda nada está decidido”

Roger Schmidt, treinador do Benfica

Depois da vitória expressiva na 1.ª mão, prevê fazer muitas ou poucas alterações no onze?

Temos de ver quais os jogadores que estão disponíveis. É claro que posso sempre pensar em fazer alterações no onze. Nos dois primeiros jogos oficiais da época [Midtjylland e Arouca] utilizámos o mesmo onze nas duas vezes, os jogadores estavam habituados a jogar juntos, mereceram-no, mas há sempre a hipótese de alterar, e a minha decisão definitiva só será feita depois do treino de hoje [segunda-feira]. Além disso, terei de perceber se o João Mário pode ou não jogar.

Neste momento, como está João Mário?

João Mário está muito melhor do que na sexta-feira e no sábado. Vamos ver como se sente no treino de hoje [segunda-feira]. Se não tiver queixas, vai viajar connosco e talvez seja lançado a jogo, mas não tenho cem por cento de certeza de que possa jogar. Temos de esperar pelo último treino e ver como se sente.

Roger Schmidt

Com esta vantagem na eliminatória podemos esperar um Benfica a assumir o jogo, ou uma equipa mais contida?

Para mim, a melhor forma de defender é manter a bola longe da nossa baliza. A minha ideia não é defender perto da nossa baliza, com muitos jogadores. Temos de acreditar em nós, as nossas ideias são proativas. Vamos jogar lá para marcar golos e, se o fizermos bem, esta será a melhor forma de evitarmos golos do adversário. Eles vão procurar sair em contra-ataques e ter a equipa junta para ganharem as segundas bolas, temos de estar atentos, mas temos de os desafiar através do nosso futebol ofensivo. Acreditamos nisso e a nossa abordagem não será muito diferente da que tivemos na 1.ª mão.

No final do jogo da 1.ª mão, o treinador do Midtjylland disse que nem com um milagre a sua equipa conseguirá passar esta eliminatória…

O treinador deles disse o que disse logo após o jogo. Tenho cem por cento de certeza de que no dia seguinte viu as coisas de forma diferente. Penso que eles acreditam que podem virar o resultado e vão preparar o jogo com base nisso, em reentrar na eliminatória logo no início da partida. Sei como é o futebol, e não é uma questão de milagres… 4-1 não é 8-0, é um bom resultado, mas ainda nada está decidido!

Para além do jogo, esta semana pode também ser decisiva no que toca a reforços. Do que está à espera?

Para ser sincero, não espero nada. Estou é extremamente concentrado e focado neste jogo, tal como já disse em várias ocasiões. O que se passa nos bastidores fica nos bastidores.

Roger Schmidt

“O mais importante no futebol é ter posse de bola. Nós tentamos ser muito bons nesse momento, criativos, com futebol vertical a atacar a área adversária” 

Na partida frente ao Arouca, num dos golos do Benfica, a equipa fez 31 passes em 82 segundos. O que é que isso revela acerca das ideias que quer implementar?

O mais importante no futebol é ter posse de bola. Nós tentamos ser muito bons nesse momento, criativos, com futebol vertical a atacar a área adversária, e é também necessário um bom ritmo de jogo. Nesse desafio com o Arouca, contra dez jogadores [expulsão de Quaresma], tivemos paciência, pois o adversário tinha muitos jogadores atrás da bola, a defender com tudo, e o golo que marcámos foi um bom exemplo de quando podemos colocar pressão no adversário, saber esperar pelo momento certo e atacar o último terço do campo. O desafio é sermos muito bons com bola, mas sermos também muito organizados quando a perdemos, atentos às transições, em pressing e a insistir em recuperá-la. Sexta-feira, demos bons sinais.

Tem-se falado da nova mentalidade que Roger Schmidt trouxe ao Benfica. Sente-se um treinador com ideias diferentes e que podem ser vencedoras?

Acredito no que temos feito nestes dias com os jogadores. No fim, o que temos de alcançar é a capacidade de fazer os jogadores acreditar nas nossas ideias. Essa foi a nossa tarefa na pré-época e tentámos mostrar-lhes a vantagem de jogar da forma como jogamos através dos treinos. Agradeço a forma como os jogadores trabalharam e a atitude que tiveram. Neste momento, quando vejo os nossos jogos, vejo muita convicção no nosso futebol. Os jogadores colocam as nossas ideias em jogo, estão muito ligados, seja em momentos com bola, sem bola ou em momentos de transição. Estamos bem. Claro que podemos melhorar, sabemos disso. Mas, neste momento, gosto do que vejo, porque marcamos muitos golos. Para já, estamos bem, mas podemos melhorar.

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