Benfica desfalcado patinou contra decisões adversas e não resistiu à eficácia portista

O título do Campeonato Nacional de hóquei em patins ficou decidido na negra. No Dragão Arena, no jogo 5 da final do play-off, o FC Porto venceu o Benfica, por 3-2. 

Reduto azul e branco cheio para receber o jogo decisivo da edição 2021/22 do Campeonato Nacional, partida em que os encarnados não puderam contar com Carlos Nicolía (castigo) e Lucas Ordoñez (lesão)Bom ritmo desde os minutos iniciais e o FC Porto a inaugurar o marcador aos 2′. Stickada de longe de Gonçalo Alves não deu hipóteses a Pedro Henriques e só parou no fundo das redes. 1-0 no Dragão Arena. Resposta pronta das águias por Pol Manrubia. Jogada do espanhol, culminada com um remate cruzado que bateu Xavi Malián1-1, aos 5′

Tudo igual no resultado e os portistas, a jogar em casa e com o público do seu lado, a tomarem iniciativa. Mais posse de bola, mais remates, com o Benfica, compacto a defender, a sair em transição. Ainda assim, os minutos iam passando, o FC Porto, na maioria das jogadas, sentia dificuldades em alvejar a baliza encarnada, e, quando o fazia, encontrava Pedro Henriques pela frente. Os comandados por Nuno Resende, por sua vez, com ataques mais rápidos e curtos, disparavam de longe para testar a atenção do guarda-redes azul e branco. 

Benfica

Aos 17′, o FC Porto chegou ao 2-1. Jogada de Telmo Pinto pela direita, assistência e Carlo di Benedetto, de forma oportuna, à boca da baliza, a desviar para o golo. O Benfica tentou reagir, subiu as linhas, acercou-se mais da área dos da casa, mas o intervalo chegou com 2-1 no resultado. 

A perder, o Benfica veio mais acutilante para o segundo tempo, somou oportunidades e até marcou, mas o tento foi anulado, porque a equipa de arbitragem considerou que Pol Manrubia rematou quando estava no chão. Com maior velocidade em pista, os encarnados não queriam perder tempo e apostavam em ataques rápidos; o FC Porto, a vencer, geria os ataques com bola e aproveitava ao máximo os 45 segundos disponíveis. 

Benfica

A 10 minutos do fim, 40′, oportunidade soberana para a turma da Luz. FC Porto fez a 10.ª falta e o Benfica teve direito a um livre direto. Pablo Álvarez permitiu a defesa a Xavi Malián, que, na sequência do lance, derrubou o camisola 7 das águias, mas a equipa de arbitragem não assinalou a grande penalidade. Pouco depois, aos 44′, o Benfica chegou ao 2-2 por intermédio de Pablo Álvarez após magistral passe de Edu Lamas. No minuto seguinte, aos 45′, de livre direto por 10.ª falta do Benfica, o FC Porto, através de Gonçalo Alves, chegou ao 3-2

Atrás no resultado, o Benfica carregou, pressionou e rematou para mudar o rumo dos acontecimentos. A dois minutos do fim, aos 48′Pedro Henriques foi gigante na baliza e defendeu o livre direto e a recarga de Gonçalo Alves. Nos momentos finais, os comandados por Nuno Resende jogaram com guarda-redes avançado, mas não evitaram o desaire, por 3-2, e a consequente conquista do título por parte do FC Porto. 

Benfica
FC Porto-Benfica
3-2
Dragão Arena
Cinco inicial do Benfica
Pedro Henriques, Diogo Rafael, Edu Lamas, Pablo Álvarez e Pol Manrubia 
Suplentes
Rodrigo Vieira, Tiago Sanches, José Miranda, Poka e Gonçalo Pinto
Cinco inicial do FC Porto
 Xavi Malián, Ezequiel Mena, Carlo di Benedetto, Xavier Barroso e Gonçalo Alves
Suplentes
 Tiago Rodrigues, Telmo Pinto, Rafa, Carlos Ramos e Reinaldo García
Ao intervalo2-1
Golos
Benfica: Pol Manrubia (5′) e Pablo Álvarez (44′); FC Porto: Gonçalo Alves (2′ e 45′) e Carlo di Benedetto (17′) 
Marcha do marcador
1-0, 1-1, 2-1, 2-2 e 3-2 

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