Roman Yaremchuk brilha no regresso emotivo da Ucrãnia à competição

O regresso da seleção ucraniana à competição foi naturalmente envolvido em momentos emocionantes, dado o contexto de guerra vivido no país há três meses, devido à invasão da Rússia que começou a 24 de fevereiro. A vitória na noite passada na Escócia por 3-1, na meia-final do acesso ao Mundial, foi saudada até pelos próprios escoceses, eliminados, mas conscientes do valor simbólico do triunfo ucraniano.

Yaremchuk, avançado do Benfica, marcou o segundo golo dos ucranianos no Hampden Park em Glasgow e o seu festejo faz a capa do jornal L´Equipe.

Até o jornal The Scotman encaixa a derrota, que deixa o país fora do Catar, e presta homenagem ao adversário, com a manchete Slava Ukraini (Glória à Ucrânia). A BBC Escócia destaca uma «heróica Ucrânia que mostrou uma exibição cheia de espírito e coragem para chegar às meias-finais», onde vai encontrar o País de Gales.

Mesmo antes do arranque da partida, o antigo jogador e antigo treinador do Benfica, Graeme Souness, disse que a Ucrânia merecia estar no Mundial por representar a luta pela própria existência da nação ucraniana. «Este momento transcende o futebol, é uma questão de vida ou de morte. Está a acontecer a 4 ou 5 horas daqui, não é do outro lado do mundo, e poderia acontecer-nos. Devemos apoiar a Ucrânia tanto quanto possível. Por mim a FIFA deveria intervir e qualquer que fosse o resultado do próximo jogo, a Ucrânia deveria estar no Mundial, fazendo, por exemplo, um grupo com cinco equipas. Manter a Ucrânia na atualidade para a Rússia perceber que está sozinha e que cometeu um erro», declarou.   

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