Roger Schmidt é um “revolucionário” por natureza

O Benfica prepara uma revolução no plantel para 2022/2023, época em que contará com Roger Schmidt. Vários jogadores estão na linha para sair, a SAD conta reforçar todos os setores da equipa e o treinador alemão, 55 anos, terá à disposição um elenco bastante diferente do atual.

Um olhar à carreira de Schmidt mostra que o técnico germânico não costuma provocar grandes revoluções no primeiro ano em clube novo, com exceção da estreia no Salzburgo. Mas muda sempre. Em 2012/2013, a Red Bull contratou 13 jogadores, com alguns a regressarem de clubes satélites, mas a maioria em transferências. A mais sonante foi Sadio Mané, hoje no Liverpool, contratado em 2012 ao Metz. Nessa temporada, os austríacos apostaram em Kevin Kampl, Valon Berisha, Stefan Ilsanker, Rodnei ou Isaac Vorsah. A um plantel que tinha Martin Hinteregger com apenas 19 anos, juntaram-se André Ramalho, hoje no PSV, e Valentino Lázaro (atualmente no Benfica).

Na época seguinte, com base montada, a Red Bull mexeu muito menos, mas contratou Péter Gulácsi, guarda-redes húngaro, hoje titular indiscutível no RB Leipzig, a principal equipa futebolística do projeto da marca de bebidas.

Em Leverkusen, Roger Schmidt encontrou um clube com uma capacidade maior de investimento. A base da equipa estava montada, com Bernd Leno, Omer Toprak, Lars Bender, Reinartz, Julian Brandt, Kiessling e Simon Rolfes em final de carreira. Em 2014/2015, Karim Bellarabi regressou de empréstimo. O Leverkusen investiu perto de €38 milhões, a maior fatia em Çalhanoglu (€15,25 milhões) e Tim Jedvaj (€7 milhões).

Depois de dois anos na China, ao serviço do Beijing Guoan, o regresso à Europa fez-se pelo PSV, em 2020/2021. Philipp Max (€8 milhões) e Sangaré (€7 milhões) foram os maiores investimentos.

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