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Nélson Veríssimo desgastado com mais um penalti por assinalar e 2º lugar mais longe

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Terminado o jogo, no Estádio da Luz, diante do Famalicão, com o Benfica a não ir além de uma igualdade sem golos, Nélson Veríssimo, treinador das águias, mostrou-se desiludido com o resultado e deixou críticas à arbitragem.

«Foi um jogo em que fomos superiores em tudo menos na concretização das oportunidades. A equipa não começou o jogo como queríamos, mas foi crescendo e as oportunidades foram surgindo com naturalidade. Já esperávamos que o Famalicão jogasse num bloco mais baixo, sentimos dificuldades em contrariar esse posicionamento, sobretudo na primeira parte, mas na segunda corrigimos algumas coisas, os jogadores cumpriram largamente o que lhes foi pedido e foram criando ocasiões que, infelizmente,não concretizámos. Fica uma 0-0 que, acima de tudo, traduz a nossa dificuldade em finalizar as situações que criámos», começou por analisar o técnico encarnado.

De seguida, Nélson Veríssimo abordou o polémico lance no interior da área famalicense: «Há sinais que os jogadores dão e, pela forma como eles reagiram, é inequívoco. Além disso, vi as imagens televisivas e parece-me uma situação passível para ser assinalada grande penalidade. Não foi, fica registado. Ainda assim, não me quero desculpar com essa situação porque tivemos oportunidades mais que suficientes para fazer golos e vencer este jogo. Agora, há que pensar no Marítimo.»

Ainda sobre o alegado penálti, o treinador encarnado acrescentou: «Disse, já não me lembro se ao quarto árbitro, que o árbitro, em qualquer das situações, quer seja, ou não, penálti, deveria tirar a sua própria impressão. Acredito que não o fez, porque, do outro lado, alguém lhe assegurou que não era grande penalidade, no entanto, acho que ficou um penálti por assinalar.»

Já em conferência de Imprensa, terminado o jogo, em casa, com o Famalicão (0-0), Nélson Veríssimo, treinador do Benfica, admitiu que a possibilidade de superar o Sporting no 2.º lugar, de acesso direto à fase de grupos da Champions League, ficou comprometida com o nulo deste sábado.

«Se o Sporting, na segunda-feira, ganhar ao Boavista, pode alargar a vantagem para oito pontos, ficando nove em disputa até final do campeonato, portanto, sabemos que é difícil. O objetivo tem de ser sempre conquistar a Liga portuguesa para um clube desta grandeza. A equipa foi produzindo coisas boas ao longo da época, havia uma ideia de que iríamos ser amassados com Ajax, Liverpool e Sporting e, depois de termos encurtado distâncias, na última jornada, o nosso objetivo era fazer os 12 pontos. Matematicamente é possível chegar ao segundo lugar, mas é muito mais difícil porque ficam apenas nove pontos em disputa», admitiu Nélson Veríssimo.

Com o 2.º lugar mais longe no horizonte benfiquista, foi questionado, a Nélson Veríssimo, se, a partir de agora, nas últimas jornadas que faltam, haveria jogadores menos utilizados a ter mais oportunidades, numa lógica de preparação já da próxima temporada.

«As minhas opções são sempre em função dos superiores interesses da equipa e do clube. Naturalmente que sim, mas isso não quer dizer que, de repente, saiam estes jogadores todos para meter jogadores da equipa B. Há muitos jogadores da B que trabalham diariamente e que têm tido as suas oportunidades», reagiu o técnico das águias.

Sobre a aposta em Paulo Bernardo e a saída de Gil Dias, Nélson Veríssimo explicou: «O [Paulo] Bernardo tem tido as suas oportunidades de jogar em alguns jogos, tem contribuído, acrescentado e achamos que este era um bom jogo. Da mesma forma que também caiu a oportunidade para o Gil Dias, que havia marcado, no último jogo, o segundo golo ao Sporting. O Adel [Taarabt] não saiu porque estivesse mal. O [Paulo] Bernardo merecia esta oportunidade, acreditámos que poderia dar mais ligação aos setores, explorar espaços entre linhas e dar-nos um posicionamento entre linhas mais constante do que o Adel [Taarabt], além de olhar ao trabalho do [Paulo] Bernardo nos treinos. Quanto à saída do Gil Dias, não senti que a equipa tivesse perdido dinâmica ofensiva, porque continuou a chegar ao último terço, a criar ocasiões. O Nema [Nemanja Radonjic] entrou para dar maior verticalidade à direita e tentar acrescentar alguma coisa à equipa.»

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