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Nélson Veríssimo falou em “orgulho” pela “campanha que a equipa fez”

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O Benfica empatou (3-3) em Anfield, com o Liverpool, na 2.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões. Ainda assim, e apesar da eliminação, Nélson Veríssimo considerou que os adeptos devem ficar “orgulhosos” pela “campanha que a equipa fez”.

Em conferência de Imprensa, o treinador lamentou os três golos sofridos e sublinhou que não há muitas equipas que vão a casa do Liverpool “marcar três golos”; recordou a excelente campanha encarnada na prova da UEFA; explicou a saída de Diogo Gonçalves ao intervalo; e agradeceu “todo o apoio” dado pelos Benfiquistas na partida.

Boa reação que não chegou

“Uma equipa difícil, uma das melhores no panorama atual. Sabíamos que tínhamos uma missão difícil. O golo sofrido complicou as contas, mas a equipa teve uma boa reação e fez o golo do empate. Na segunda parte, o Liverpool, fruto da qualidade individual e coletiva, fez mais dois golos. Sofremos dois golos de bola parada que podíamos ter controlado melhor. O que fica é a reação da equipa, nunca abdicámos do jogo, acreditámos que podíamos chegar à frente com perigo e marcámos mais dois golos, materializando algum ascendente que tivemos em alguns momentos do jogo. Foi uma grande noite europeia contra uma excelente equipa, que nos pôs à prova nas duas mãos. Estamos tristes por não termos passado, mas a equipa deu uma boa resposta e estamos orgulhosos.”

Saída de Diogo Gonçalves: opção por uma solução mais ofensiva

“O Diogo [Gonçalves], pelas características que tem como médio-ala, pode jogar à direita ou à esquerda. Jogou à esquerda com a missão de controlar o lateral-direito e ajudar o Grimaldo mais no processo defensivo, para que ele pudesse vir mais para dentro e controlar o médio-ala. Isso implicou colocar o Everton à direita, num posicionamento mais subido para permitir o momento da transição. Isso, em alguns momentos, foi conseguido. Ao intervalo, com o resultado empatado e a precisarmos de ganhar, tivemos de tomar uma decisão mais ofensiva. Assim, colocámos o Roman [Yaremchuk] no meio e o Darwin mais à esquerda. A substituição do Diogo não quer dizer que tenha estado mal, porque não esteve. Foi uma decisão de equipa.”

Agradecimento aos Benfiquistas pelo apoio

“A mensagem passada [à equipa] foi a que os nossos adeptos passaram desde que chegámos a Inglaterra e depois o que aconteceu neste estádio. Já o sentimos em diversas ocasiões, no Estádio da Luz, em Amesterdão sentimos esse apoio fervoroso, em Liverpool estiveram sempre a apoiar-nos, mesmo quando não estávamos por cima no jogo. Sentimos a verdadeira crença e o fervor que têm por este equipa e pelo Clube. Estávamos no balneário e ouvíamos os adeptos a cantar, e de uma forma espontânea fomos ao relvado agradecer todo o apoio que nos deram neste jogo e que nos têm dado nesta temporada.”

Campanha muito positiva na Liga dos Campeões

“Todos os Benfiquistas têm de se orgulhar da campanha que a equipa fez. Começou em agosto, com o Spartak, a equipa eliminou o PSV, encarou uma fase de grupos difícil, com FC Bayern e Barcelona no mesmo grupo. Fruto dos resultados e do mérito da equipa técnica anterior houve a passagem aos oitavos de final. Apanhámos o Ajax, tarefa árdua, mas soubemos interpretar bem o que tínhamos de fazer. Nos quartos de final calhou-nos o Liverpool, uma das melhores equipas da Europa, e sabíamos que a montanha era muito alta. Obviamente que à medida que vamos avançando, as equipas são sempre mais difíceis.”

Grandeza e História obrigam a aspirar às fases a eliminar

“Efetivamente, o Benfica, em função da sua grandeza, aspira estar nestas eliminatórias. Quando falo destas eliminatórias, falo das fases a eliminar: oitavos de final, quartos de final, mais-finais… Sabemos também que, nesta altura, vamos encontrar equipas de grande valia e poderio.”

Equipa moralizada e reforçada para o dérbi

“Relativamente ao próximo jogo com o Sporting: é um dérbi, posso dizer que é quase mais uma jornada de Liga dos Campeões. Em função do resultado, e da forma como a equipa se apresentou com o Liverpool, e a equipa deu uma boa resposta, o grupo sai moralizado e reforçado com o que fez. Sofremos três golos, não gostaríamos de ter sofrido, mas temos de ver isto meio cheio. Não me lembro de muitas equipas virem a Anfield marcar três golos.”

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