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“Onefootball” esteve no Seixal para conhecer a fundo a formação no Benfica Campus

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A formação do Benfica esteve em destaque no portal “Onefootball”, que entrevistou o coordenador técnico da iniciação, Rodrigo Magalhães, e abordou as práticas formativas do talento gerado pelo Benfica Campus ao longo dos anos, recordando o percurso de atletas como Rúben Dias, João Cancelo, Bernardo Silva, Ederson, Renato Sanches ou João Félix.

Rodrigo Magalhães destacou precisamente a visão de longo prazo na procura da “maximização do talento”.

“O nosso foco está centrado no desenvolvimento e maximização do talento a longo prazo, de modo a produzir jogadores competitivos para a primeira equipa e, em simultâneo, facilitar o desenvolvimento pessoal e social dos atletas”, apontou, acrescentando: “Muita coisa acontece por detrás em todos os departamentos, desde os scouts, treinadores, psicólogos, videoanalistas e mesmo o nosso sistema de educação, é como se fosse uma box na fórmula 1. Andam cerca de 20 pessoas de volta do carro para que seja atingindo um objetivo. Um dos nossos principais segredos é a consistência.”

estabilidade dos elementos ao longo dos anos no Benfica contribuiu para essa ideia. “Estou no Clube há quase 17 anos, trabalho com pessoas que estão no Clube há 20, 25 ou 10 anos. É assim que construímos o projeto, com ideias comuns, mas também com pessoas cuja vontade é de se desafiarem umas às outras na procura sempre de melhorar”, destacou.

Mas, afinal, de que forma é feita a identificação de talento no Benfica Campus? “Mesmo nas primeiras fases de identificação de jogadores, com sete ou oito anos, olhamos para uma série de parâmetros técnicosfísicos, psicológicos e cognitivos. Por exemplo, se vissem o Bernardo Silva com 10 anos, viam uma criança fantástica que entendia o jogo, com uma grande técnica e capacidade de decisão. Rúben Dias era completamente diferente. Era rápido e forte, muito desenvolvido para a sua idade, mas o que esteve sempre ligado a ele foi a liderança e a bravura. Tem uma autoridade natural, orientando e direcionando jogadores no campo. Quando fala é como se fosse um general, em que toda a gente está focada nele”, recordou.

Renato Sanches e João Félix são outros exemplos da aplicabilidade de parâmetros de seleção na identificação de talentos, como lembrou Rodrigo Magalhães.

“O Renato Sanches tinha uma condição física fora do normal, enquanto o João Félix era mais parecido com o Bernardo Silva, era tecnicamente dotado. Mas tivemos de esperar por ele. Os jogadores desenvolvem-se em diferentes velocidades. Não avaliamos os jogadores pelas idades. Fazemos um teste que determina a sua idade cronológica [idade verdadeira] e biológica [idade física e mental]. As coisas mudam rapidamente durante a adolescência e isso envolve todos os aspetos da vida, não apenas a condição física”, asseverou.

Rodrigo Magalhães alertou ainda para os perigos da mudança prematura de jogadores para outros países, o que, na sua opinião, pode prejudicar o desenvolvimento dos atletas.

“Se pegar num jovem jogador, com 12 ou 13 anos, a personalidade dele depende bastante da envolvência que tem. Cada país tem diferentes características, mesmo em determinadas regiões. As atitudes são totalmente diferentes entre o Norte e o Sul de Portugal. Jovens adolescentes a mudarem-se por milhares de euros pode prejudicá-los, porque perdem as suas referências em momentos-chave, podem ser amigos, educação ou rotinas. Mudar toda a sua vida nessas idades pode trazer maior pressão e expectativa que pode ser disruptiva”, concluiu.

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