“Eliminatória não está fechada e acreditamos poder ainda causar danos em Liverpool”

O Benfica perdeu (1-3) na noite desta terça-feira, no Estádio da Luz, diante do Liverpool, na 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões. Nélson Veríssimo analisou a exibição, reconheceu que a equipa melhorou na segunda parte e, apesar do desaire, acredita “ser possível” dar a volta à eliminatória.

O treinador das águias elogiou “a grande equipa” do Liverpool, explicou as substituições feitas, sublinhou que Taarabt “tem capacidade de ver o jogo mais à frente” e destacou que a mentalidade para Inglaterra “tem de ser a mesma” dos restantes jogos da prova europeia.

Benfica-Liverpool 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões

Segunda parte positiva e um penálti por assinalar

“Reconhecer que íamos defrontar uma grande equipa, como se verificou, mas alimentávamos, e continuamos a alimentar, o sonho de conseguir passar às meias-finais da Liga dos Campeões. Tendo em conta o perfil da equipa que íamos defrontar, adotámos uma estratégia que visava assegurar alguma consistência defensiva, porque sabíamos que um dos pontos fortes do Liverpool seria o ataque em profundidade. Em muitos momentos isso foi conseguido. Estávamos à espera que o Liverpool tivesse uma entrada forte, tentando resolver o jogo nos primeiros minutos. Sofremos um golo numa bola parada e outro numa transição, dois momentos fortes do Liverpool. Ao intervalo chegámos em desvantagem, mas com confiança de que estaríamos dentro do jogo. Mesmo na primeira parte houve momentos em que conseguimos, com a qualidade dos nossos jogadores e com a dinâmica da equipa, ter capacidade de posse de bola. A mensagem transmitida aos jogadores ao intervalo foi para terem confiança com bola e não se precipitarem no momento da recuperação. O objetivo era marcar um golo nos primeiros 10/15 minutos para nos colocar dentro da eliminatória. Foi conseguido, e depois tivemos mais situações de perigo e oportunidades de golo. O Liverpool também as teve, mas fica uma grande penalidade por marcar sobre o Darwin. Fica a forma como a equipa encarou e abraçou este desafio contra uma das melhores equipas da Europa. Ainda acreditamos ser possível, apesar dos dois golos de desvantagem.”

Benfica-Liverpool 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões

Substituições feitas para arriscar mais

“Sentimos que a equipa estava com segurança com bola, estava a chegar ao último terço e a criar situações de perigo junto da baliza adversária. Estávamos bem na segunda parte, daí ter feito as substituições por volta dos 70 minutos. Numa altura em que o Adel [Taarabt] estava a quebrar e com um cartão amarelo, podendo levar um segundo, a perspetiva da substituição foi nesse intuito. Por volta dos 80 minutos [aos 82 minutos e aos 86 minutos], sentimos que podíamos arriscar um pouco mais, mas as coisas não aconteceram como queríamos. O objetivo era marcar mais um golo, acabámos por sofrer, mas continuamos na eliminatória. Não foi pelas substituições que perdemos o jogo, porque os jogadores que entraram deram uma boa resposta.”

Benfica-Liverpool

Grande percurso na Champions e os aspetos a melhorar

“Quando sofremos golos, temos sempre de melhorar qualquer coisa, e quando não sofremos também temos coisas a melhorar. Sofremos um golo de bola parada, num bom cruzamento e um cabeceamento ao segundo poste, e depois dois golos em transição, que é um momento que o Liverpool aproveita bem. Não tivemos o equilíbrio defensivo mais adequado para travar a transição. No terceiro golo podíamos ter feito a falta e evitado, mas as coisas acontecem rápido e os jogadores, por vezes, até tentam fazer, mas não conseguem. Temos de perceber o percurso desta equipa desde agosto, da pré-eliminatória com o FC Spartak até à fase a eliminar em que estamos. O Benfica está nos quartos de final da Liga dos Campeões e está a jogar com o Liverpool. A eliminatória não está fechada. É mais difícil, mas acreditamos que podemos causar algum dano.”

Benfica-Liverpool

O médio que vê o jogo mais à frente

“Consideramos que o Adel [Taarabt] também nos dá consistência defensiva. Ele é muito inteligente na perceção dos espaços que os adversários pisam e depois tem a capacidade de ver o jogo mais à frente. Recebe a bola e já está a ver as linhas de passe para os colegas que estão mais à frente. Cada jogador tem as suas características e uns jogos pedem a utilização de uns jogadores, outros jogos pedem a utilização de outros jogadores. É essa a gestão que temos de fazer.”

Benfica-Liverpool 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões

Com a melhor estratégia em Anfield Road

“A nossa mentalidade tem de ser a mesma que empregámos neste jogo, na eliminatória com o Ajax e em todos os jogos que estes jogos fizeram na Liga dos Campeões. Temos de perceber as características do nosso adversário e adotar a melhor estratégia, nunca abdicando da vitória. É com esse espírito que vamos a Inglaterra. A eliminatória não está fechada.”

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