De desperdiçados no Benfica a matadores de águias no último jogo

A quarta vitória do SC Braga diante do Benfica na era Carvalhal, num total de seis jogos, teve um aroma fortíssimo da família Horta, sendo eles benfiquistas assumidos e criados.

A jogada do 2-0 é de manual de eleição, um desenho fantástico alimentado por muita confiança. Uma combinação abençoada por um arranque poderoso de André, ornamentada pelo génio de Ricardo e culminada na classe final do médio, o mais novo do clã, leve e perfeito a desarmar qualquer reação de Vlachodimos. Estreia a marcar para André Horta; Ricardo ficou em branco, mas somou a sua nona assistência.

Foi em Setúbal que ambos se afirmaram e ainda se treinaram juntos. Quem acompanhou a afirmação dos dois foi o médio Dani Soares, hoje retirado. Viu Ricardo Horta em 2013/2014, com 19 anos, realizar 36 jogos e assinar sete golos; já em 2015/2016, testemunhou a inspiração de André com os mesmos 19 anos acumular dois golos em 36 jogos.

«Aquela foi uma jogada que leva a assinatura do que faziam nos treinos já nesses anos. Eram muito desinibidos a jogar e treinar-se com uma qualidade muito fácil de constatar. Reflete-se no percurso que já levam, sobretudo em Braga», explica Dani, aplaudindo o primeiro golo da época de André: «Acho que pode render-lhe muito mais confiança. Esperava que tivesse tido uma maior afirmação, mas é preciso perceber que a este nível a competitividade é muito elevada. Se não se estiver tão bem, perde-se a titularidade. Mas ele corresponde sempre que é chamado, vejo-o a acabar em grande estilo.»

Dani Soares também carrega nos elogios ao homem mais valioso do plantel arsenalista.
«O Ricardo é uma máquina! Quando chegou ao Vitória tinha 17 anos e impôs-se de maneira incrível. Tornou-se logo um dos mais importantes da equipa. Nada me surpreende, só lhe falta a merecida chamada à Seleção. Mas não deve demorar», afiança o antigo médio, ficando uma sugestão no ar para Fernando Santos.

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