Nélson Veríssimo apostou no Seixal em detrimento de Alcochete e quem pagou foi João Mário

Há três meses que Nélson Veríssimo foi chamado de urgência ao Seixal para orientar treino vespertino de preparação para o clássico da Liga no Dragão – num dia tristemente marcado pela notícia do falecimento da mãe do técnico na madrugada anterior – perante a saída de Jorge Jesus.

Dezasseis jogos oficiais depois, muita água passou debaixo da ponte e os efeitos da chicotada psicológica que colocou ponto final na segunda passagem de Jesus pela Luz são visíveis na hierarquia dos jogadores mais utilizados do plantel.

Sem promover quaisquer revoluções imediatas, a realidade é que, paulatinamente, esse ranking foi refletindo as ideias do novo técnico e sofreu alterações substanciais. Nestas, dois nomes houve que se destacaram: Gonçalo Ramos e João Mário.

Por razões opostas. O jovem avançado teve algumas oportunidades com Jesus esta época, mas ao cabo de 30 jogos era apenas o 16.º mais utilizado e só tinha um golo. Com Veríssimo tudo se alterou. Até as funções em campo. E Ramos disso beneficiou para se tornar no sexto mais utilizado da era-Veríssimo. 

A ascensão de Gonçalo Ramos, todavia, coincidiu com a queda de João Mário. Reforço para esta época, depois de na anterior ter sido campeão pelo Sporting, o médio tornou-se às ordens de Jesus no sétimo mais utilizado do plantel, jogando 27 dos 30 jogos e tendo, numa fase mais inicial da época, peso preponderante na manobra ofensiva. Mas a saída de Jorge Jesus resultou num grande trambolhão. 

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