Trabalho de Nélson Veríssimo facilita vida a Rui Costa sobre o treinador para a próxima época

A escolha de Nélson Veríssimo «para dar a volta ao fatídico mês de dezembro», o tal que custou ao Benfica a Taça de Portugal e a Jorge Jesus o lugar, foi assumida em janeiro por Rui Costa, presidente dos encarnados, em entrevista à televisão do clube.

«Tenho a maior confiança no Nélson, é o treinador da equipa principal nos próximos seis meses. Há quem diga, ‘mas se tens confiança nele, porque não fazes já contrato de ano e meio’? Se não tivesse confiança nele, seria interino. Temos de dar tempo aos treinadores. Tenho a minha convicção de que não será apenas para seis meses», disse então Rui Costa.

O que, para alguns, poderia ser interpretado por discurso de circunstância, face ao trauma da saída de Jesus e à necessidade de lidar com alguma diplomacia com o facto de haver um novo condutor técnico e uma temporada cheia de objetivos relevantes pela frente, poderá ser agora olhado de outra forma.

Nélson Veríssimo comprou tempo dentro e fora do clube, dificultando a vida a Rui Costa, que terá porventura pela frente a decisão mais difícil desde que assumiu a posição que pertenceu quase duas décadas a Luís Filipe Vieira.

O treinador de 44 anos passou por momentos de incerteza, contestado abertamente pelos adeptos e certamente questionado internamente após resultados negativos, mas deu a volta ao texto, ao ponto de não ser já olhado por muitos como um treinador a prazo, que irá levar a equipa somente até ao final da época, mas um treinador que reúne condições para continuar em funções em 2022/2023.

A Liga dos Campeões, onde o Benfica de Nélson Veríssimo eliminou, contra todas as expectativas, o Ajax, terá sido a tábua de salvação do treinador, mas decisões delicadas dentro do clube, como a aposta em novos jogadores em detrimento de pesos pesados como Pizzi, André Almeida ou João Mário, motivaram respeito, inclusivamente por parte de quem não o apoiava.

Leave a Reply