Nélson Veríssimo e Darwin Núñez fizeram a antevisão ao jogo com o Ajax

Benfica e Ajax discutem a 2.ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões às 20h00 de terça-feira, 15 de março, na Arena Johan Cruijff. Em conferência de Imprensa e, antes, em declarações à BTV, Darwin e Nélson Veríssimo perspetivaram o embate.

O avançado recordou o jogo da 1.ª mão, que terminou com um empate no Estádio da Luz (2-2), e mostrou-se otimista para o encontro em Amesterdão, onde, garantiu, o Benfica vai em busca da vitória e da passagem aos quartos de final.

Encaram este jogo como uma final?

Esperamos que seja competitivo. Queremos sair com um resultado positivo, como o Benfica precisa. No outro jogo eles foram melhores no primeiro tempo e nós no segundo. Tivemos três dias para descansar e preparar este jogo, tivemos palestras com o míster e analisámos o desafio anterior com o Ajax. Estamos com pensamento positivo e, se jogarmos os 90 minutos como jogámos na Luz, com a mentalidade da segunda parte e com uma atitude distinta da primeira, tudo vai correr bem. Esperamos conseguir um resultado positivo para passarmos aos quartos de final.

Darwin

“Vou ajudar sempre a equipa a defender e a atacar. Fá-lo-emos juntos, como tem de ser. Também tenho de ajudar com os golos”

Darwin

De que forma pode ajudar o Benfica num jogo que se prevê aberto e com muito espaço?

A minha caraterística principal é a velocidade e também sou forte dentro da área. Vou ajudar sempre a equipa a defender e a atacar. Fá-lo-emos juntos, como tem de ser. Também tenho de ajudar com os golos. Às vezes acontece os avançados não marcarem, mas estaremos juntos a correr pelo mesmo.

Qual a importância de marcar golos na Liga dos Campeões?

É sempre importante para um avançado fazer golos na Liga dos Campeões, mas mais importante é o trabalho de equipa. O companheirismo leva à vitória.

Nélson Veríssimo anteviu, em conferência de Imprensa e também em exclusivo à BTV, a 2.ª mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, reconhecendo que o adversário “tem muita qualidade” e que os encarnados têm “de ser muito rigorosos e competentes”.

Este vai ser o 9.º jogo entre os dois emblemas, e o Benfica procura reeditar o resultado obtido em Amesterdão no dia 12 de fevereiro de 1969 para seguir em frente. Nessa época, venceu, por 1-3, com tentos de Jacinto, Torres e José Augusto.

Espera um jogo aberto, ou perspetiva um Ajax forte e a pressionar o Benfica?

Esperamos um jogo aberto entre duas equipas que gostam de posse de bola e impor o seu jogo. Vamos jogar fora, na casa do adversário, e esperamos uma entrada forte do Ajax. Temos de ser competentes e ter um nível de ativação muito alto, como tem acontecido, e reconhecer que o adversário é forte em alguns momentos ofensivos, mas tem algumas fragilidades. Em função da nossa ideia de jogo, temos de aproveitar essas fragilidades. Pelo facto de as duas equipas gostarem de ter bola, haverá momentos em que uma equipa vai estar mais recolhida no seu momento defensivo. Temos de saber olhar para os momentos do jogo e aproveitá-los, seja em organização ofensiva, seja nos momentos de transição. Temos, ainda, de ser competentes no processo defensivo, porque temos de reconhecer que o Ajax, com posse de bola, tem muita qualidade. Muito confiantes no jogo que vamos ter, sabendo que vamos defrontar uma equipa com qualidade, mas acreditamos no nosso processo. Queremos fazer um bom jogo, ganhar e passar à fase seguinte da Liga dos Campeões.

Nélson Veríssimo

“Muito confiantes no jogo que vamos ter, sabendo que vamos defrontar uma equipa com qualidade, mas acreditamos no nosso processo. Queremos fazer um bom jogo, ganhar e passar à fase seguinte da Liga dos Campeões”

Nélson Veríssimo, treinador do Benfica

Na 1.ª mão o Benfica mostrou que tem condições para vencer o Ajax. A ideia de jogo para Amesterdão passa pela mesma linha que foi o embate no Estádio da Luz?

A ideia de jogo passa por olharmos para o adversário, reconhecer que tem qualidade e que temos de aproveitar os diferentes momentos do jogo. Não podemos dizer que só vamos jogar em organização ofensiva ou em transição ofensiva. Temos de potenciar as qualidades dos nossos jogadores, montar a equipa, a estratégia e ir alternando esse jogo. Sabemos também que temos de ser muito rigorosos e competentes no processo de organização defensiva. Sofremos dois golos no primeiro jogo, é verdade, mas em muitos períodos fomos competentes no momento defensivo, e agora temos de transportar essa competência para a 2.ª mão. Temos de estar num nível muito elevado para ultrapassar este difícil obstáculo. Nós acreditamos, tal como disse na 1.ª mão, que vamos dividir 50/50 este jogo com o Ajax. Respeito mútuo, e depois é o jogo do gato e do rato, onde está a vantagem, onde estão os espaços e como podemos explorá-los.

Com o avançar do Campeonato e com o aumento da distância do Benfica para o primeiro classificado, torna-se obrigatório passar aos quartos de final da Liga dos Campeões?

Para o Benfica, é obrigatório ganhar todos os jogos. Não tem acontecido tantas vezes quanto todos nós gostaríamos. Sabemos que temos este jogo numa fase a eliminar na Liga dos Campeões, contra um adversário difícil. Independentemente da qualidade do Ajax, o nosso objetivo é ganhar e passar à fase seguinte. Pela envolvência e por ser um jogo numa fase avançada da Liga dos Campeões, será um bom espetáculo e a equipa certamente dará uma boa resposta para, como nós esperamos, ganhar o jogo e passar à fase seguinte desta competição.

Nélson Veríssimo

O Benfica jogou grande parte do tempo com o Vizela com menos um jogador; o Ajax, na última jornada do campeonato, ganhou 3-2, com um golo nos descontos. Considera que o índice físico pode ter influência, ou a questão mental sobrepõe-se ao físico?

É verdade que, no jogo com o Vizela, tivemos um desgaste físico acima do que seria de esperar. Jogámos com menos um jogador desde cedo e tivemos de correr mais. Ainda assim, o tempo de interregno entre um jogo e outro permite-nos recuperar os jogadores para que estejam bem para dar resposta às exigências. Claro que o facto de o jogo ser de Liga dos Campeões influencia a envolvência e o contexto, mas os jogadores superam-se na abordagem a este tipo de jogos. A motivação do Benfica, seja frente ao Ajax, seja com qualquer equipa da nossa Liga, tem de ser sempre a mesma.  

Leave a Reply