Fundação Benfica na linha da frente na ajuda humanitária à Ucrãnia

Até domingo, 13 de março, o Estádio da Luz alberga a operação logística de recolha e preparação do envio de bens essenciais entregues em 120 pontos no País (75 Casas do Benfica; 20 Escolas de Futebol do Benfica; 5 lojas oficiais e 20 IPSS) com destino à Ucrânia e ao povo ucraniano, numa iniciativa solidária promovida pela Fundação Benfica e pela SIC Esperança. Entre os voluntários, destaque para Rui Costa, Presidente do SL Benfica, Fernando Seara, líder da Mesa da Assembleia Geral, Luisão, diretor técnico e performance do futebol profissional, e Carlos Moia, presidente executivo da Fundação.

Desde 3 de março, dia do início da campanha humanitária, várias dezenas de voluntários trabalham de forma ininterrupta para se poder levar até às fronteiras da Ucrânia cerca de 100 toneladas de bens essenciais. Apesar de muito bem organizada, a logística é complexa e contou com o apoio do Presidente do Sport Lisboa e Benfica no terreno.

Recolha de bens para a Ucrânia

“Este processo não é nada difícil e muito menos é numa iniciativa como esta. Como Benfiquista e como Presidente do Benfica, estou mais do que orgulhoso nesta ação que a nossa Fundação está a fazer, e penso que posso falar em nome de todos os Benfiquistas. Dentro da dificuldade que é uma guerra que está a acontecer, podermos contribuir de algum modo e ter a Fundação Benfica ativa é algo que me deixa orgulhoso“, reconheceu Rui Costa, à BTV.

A Fundação Benfica foi uma das organizações que deram corpo a esta ação humanitária sem precedentes, mas o envolvimento é nacional e não apenas do Universo Benfica.

“Não pondo só o nome do Benfica, Portugal é mesmo assim. Portugal está sempre pronto a ajudar. Estas manifestações mostram isso. A quantidade de voluntários que por aqui passam é elucidativa da capacidade portuguesa de contribuir para diminuir o mal dos outros“, enfatizou Rui Costa.

A nossa causa não é só desportiva, é também social. Mais do que um golo, é um jogo importante na vida de muitas pessoas”, acrescentou ainda o Presidente.

Recolha de bens para a Ucrânia

Carlos Moia, presidente executivo da Fundação Benfica, é um dos voluntários desta iniciativa e não se coibiu de lembrar o papel fulcral das embaixadas do Clube na recolha dos bens.

“Foram as Casas Benfica, sem dúvida, mas foi para além disso, porque foi a população em geral, em Portugal e fora de Portugal, que está a ajudar e a apoiar. Fantástico o apoio que o País e o povo português estão a dar a esta iniciativa. Agradecer à Fundação SIC Esperança, porque foi um grande veículo de comunicação desta iniciativa em todo o País, e a todos estes voluntários que trabalham de forma ininterrupta numa cadeia brutalmente bem montada“, frisou.

O presidente executivo da Fundação das águias explicou também como se processa toda a logística desde o Estádio da Luz até às fronteiras da Ucrânia.

Todas as caixas estão identificadas em três línguas: português, ucraniano e inglês. Chegados à fronteira ucraniana, os bens são entregues a uma organização ucraniana e são acompanhados para dentro da Ucrânia por tropas ucranianas. Um camião TIR já saiu e acreditamos que possam sair mais três ou quatro camiões TIR, perfazendo as 100 toneladas“, revelou Carlos Moia.

Recolha de bens para a Ucrânia

O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, Fernando Seara, também quis ajudar e participar nesta iniciativa de apoio à Ucrânia e aos ucranianos.

“Estes tempos que vivemos são tempos de generosidade e solidariedade. Um Benfica solidário é exigível neste tempo de mudança e de dor. Perante todas as circunstâncias que assistimos na Ucrânia, nada como um Benfica solidário dar um sinal de solidariedade e generosidade e, acima de tudo, de fraternidade. Felicito o Benfica, a sua Fundação. Gloria à Ucrânia, porque é preciso ajudar quem sofre. Esperemos que cheguemos onde é preciso, porque onde há dor temos de estar presentes”, apontou.

Recolha de bens para a Ucrânia

Luisão, diretor técnico e performance do futebol profissional dos encarnados, voluntariou-se para esta ação humanitária e explicou as razões.

“É muito triste o que está a acontecer na Ucrânia. Nada melhor do que nos unirmos e ajudar, é o que o Benfica faz e o que toda a humanidade tem de fazer. Estou a ver muitos voluntários, mostra a importância da causa. Tive oportunidade de estar em Kiev e em Kharkiv, de ver a maravilha que é o país. Tenho uma ligação imensa, saber que está tudo destruído deixa-me muito triste. É pedir a Deus para que todos fiquem bem”, desejou o antigo jogador e capitão do Benfica.

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