Benfica vence com categoria o clássico em Hóquei em Patins contra os dragões

A equipa de hóquei em patins do Benfica, com uma exibição muito bem conseguida, superiorizou-se ao FC Porto no Pavilhão Fidelidade, por 4-1, no clássico da 20.ª jornada da 1.ª fase do Campeonato Nacional. 

Na pista, o jogo começou numa toada de expectativa, com o Benfica a ter mais posse de bola e a apostar em ataques mais longos e organizados, e o FC Porto a tentar ferir as águias em transições rápidas. Com o passar dos minutos, as equipas libertaram-se e as oportunidades começaram a aparecer, com os dois guarda-redes: Pedro Henriques (Benfica) e Xavi Malián (FC Porto) a mostrarem a bom nível.

O clássico estava algo amarrado até que… aos 17′ surgiram dois golos, um em cada baliza. Primeiro tento para os azuis e brancos. Jogada de Rafa, assistência para Ezequiel Mena que atirou a contar (0-1). Bola ao centro, esférico em Carlos Nicolía e o argentino, do meio da rua, a surpreender os portistas para o 1-1. Com tudo de novo empatado, os nortenhos recuaram a linha defensiva, dando mais iniciativa às águias. Foi assim, numa combinação coletiva, que Diogo Rafael assistiu Gonçalo Pinto para o 2-1 (24′) com que se chegou ao intervalo

A primeira oportunidade da segunda parte até pertenceu ao Benfica, por Pablo Álvarez, mas o que se viu depois foi um FC Porto mais pressionante e a carregar para chegar ao golo do empate. As águias baixaram mais o bloco e aproveitavam a profundidade para sair em contra-ataques. No rinque, o jogo continuou disputado e com um ritmo alto, mas com os guarda-redes a serem pouco chamados a intervir. Com o jogo a caminhar para o fim, os dragões carregavam e, a pouco mais de 10 minutos do fim, Pedro Henriques, com uma defesa por instinto com o pé, evitou os festejos de Xavi Barroso.

Aos 39′, Diogo Rafael viu cartão azul, mas no livre direto Pedro Henriques não permitiu o golo a Carlo Di Benedetto. Aos 41′dois lances que mexeram com as bancadas muito bem compostas do Pavilhão Fidelidade. Primeiro, Diogo Rafael, isolado, pareceu ser carregado por Reinaldo García, mas os árbitros nada assinalaram; no lance seguinte, livre direto (10.ª falta das águias) para o FC Porto, com Pedro Henriques a não permitir os festejos de Gonçalo Alves. No minuto seguinte, 42′, foram os azuis e brancos a atingirem a 10.ª falta, mas Xavi Malián defendeu o tiro de Carlos Nicolía

O clássico estava eletrizante e houve explosão no Inferno da Luz aos 43′. O FC Porto perdeu a bola a meio-campo, o Benfica saiu em contra-ataque com superioridade numérica, Carlos Nicolía serviu Diogo Rafael para o 3-1. Na frente por dois golos, os encarnados geriram o tempo com posse de bola. Os portistas tentavam relançar o jogo, mas Pedro Henriques continuava gigante entre os postes. A um minuto do fim (49′), Pablo Álvarez desperdiçou um livre direto, mas fez o 4-1 final logo de seguida ao aproveitar o facto de o FC Porto estar a jogar sem guarda-redes. 

Sem conhecer a derrota há 12 jogos no Campeonato Nacional (11 vitórias e um empate), o Benfica passa a contabilizar 43 pontos na classificação. Na próxima semana, sábado, 12 de março, às 19h00, há dérbi a contar para a Taça de Portugal. 

Clássico

DECLARAÇÕES

Nuno Resende (treinador do Benfica): “O segredo tem sido o trabalho todos os dias. Há um compromisso enorme de todos: Direção, staff, jogadores. Se recuarmos 12 jogos, ao clássico no Porto, depois do 3-0 inicial, a equipa apanhou a estrada certa e desde aí temos vindo a construir a nossa identidade. Temos muita coisa a trabalhar: o modelo jogo, o processo defensivo… Mas a nossa identidade é a determinação, a raça, a resiliência, o saber sofrer, a qualidade coletiva e o crescimento de cada um que tem tornado esta equipa competitiva, algo que não era nessa altura [clássico com o FC Porto no Dragão Arena]. São três pontos importantes. Mas é passo a passo. Agora é preparar o dérbi noutra competição [Taça de Portugal]. Já sofremos muito, já tivemos o pavilhão praticamente vazio, hoje [domingo] esteve quase cheio, num ambiente fantástico. O pavilhão foi fantástico, à Benfica e foi um prazer enorme. Esta ligação e a empatia com os adeptos valem muito, mais do que as vitórias.”

Clássico
Benfica-FC Porto
4-1
Pavilhão Fidelidade
Cinco inicial do Benfica
Pedro Henriques, Diogo Rafael, Edu Lamas, Lucas Ordoñez e Gonçalo Pinto 
Suplentes
 Rodrigo Vieira, Poka, Carlos Nicolía, Pablo Álvarez e Pol Manrubia
Ao intervalo2-1
Golos do Benfica
 Carlos Nicolía (17′), Gonçalo Pinto (24′), Diogo Rafael (43′) e Pablo Álvarez (49′)

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