Mister levou duas águias de patinhos feios a cisnes no plantel encarnado

Uma parceira de sucesso no mínimo… improvável. O primeiro a lançar, o segundo a assistir. Eis Meité e Gilberto, uma dupla que vestiu a pele de protagonista – papel quase inédito desde a chegada de ambos à Luz – decisivos a abrir caminho para os golos de Gonçalo Ramos e Darwin para aquela que foi a vitória mais folgada desde que Nélson Veríssimo assumiu a equipa encarnada.

Um episódio especial de um filme que nem sempre teve um final feliz na Luz. Muitas vezes mal amados, exibições irregulares, níveis de desconfiança elevados junto dos adeptos, uma espécie de patinhos feios, eis que a partida com o Vitória de Guimarães mostrou, por certo, a melhor versão de ambos.

A começar por Meité. O médio de 27 anos que os encarnados foram contratar ao Milan no início da temporada tinha uma responsabilidade acrescida: ocupar a vaga deixada pelo castigado Weigl. A missão, essa, foi cumprida. Com distinção. Assertivo na distribuição, passes de qualidade (os que estiveram na origem dos golos foram o ponto alto), forte nos duelos, Meité ganhou pontos. Não só para o Benfica mas também à… concorrência no miolo encarnado.

Gilberto, por sua vez, foi parceiro perfeito. Segunda época na Luz – na primeira foi um dos indiscutíveis com 36 jogos somados – o início de 2021/2022 foi bem menos efusivo. Perdeu fulgor, estatuto de titular (com os vimaranenses foi apenas o 9.º jogo nessa condição) e uma potencial saída chegou a ser equacionada. Pois bem, a resposta dada com os minhotos, no qual somou as primeiras assistências da temporada, o brasileiro parece mostrar sinais de retoma exibicional que Nélson Veríssimo pretende potenciar na fase das decisões.

Duas exibições com nota elevada que deixam boas indicações para o que aí vem. Certo, para já, com o nível atingido, neste momento, transformaram-se em dois… cisnes na Luz.

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