Gonçalo Ramos evitou festejo bélico no seu golo respeitando momento actual de guerra na Ucrânia

Minuto 23 do jogo do último domingo, quando a águia recebeu o V. Guimarães: Gilberto descobre Gonçalo Ramos na grande área, cruzamento perfeito e de primeira o jovem de 20 anos inaugura o marcador. Corre para celebrar e quando o faz inova no festejo: habitualmente costuma festejar imitando pistolas a disparar (celebração idêntica à que Jonas celebrizou), mas quando se preparava para o fazer teve a perceção que essa poderia não ser a melhor forma para festejar num momento conturbado a nível mundial devido à guerra que assola o território ucraniano. Assim, com ambas as mãos imitou, antes, o movimento circular do planeta terra. Que também pode ser o movimento de uma bola. Ou de uma bola de cristal, ele que muitas vezes é chamado de feiticeiro.

Foi, assim, a primeira vez que o gesto das pistolas a disparar, imagem que simboliza a pontaria certeira e os muitos golos que apontou durante a formação, não foi visto após apontar o golo e foi o quinto que celebrou só esta temporada. Tratou-se de uma decisão assumida no momento. O jogador não tinha planeado algo antecipadamente, apenas se apercebeu da sensibilidade que o festejo poderia provocar no próprio momento após o primeiro golo frente ao Vitória. E mudou para algo que não tem propriamente significado especial, apenas um festejo diferente. Mas que pode ficar para durar.

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