Benfica impedido de vencer por uma arbitragem inclinada e manhosa

O remate certeiro de Darwin, aos 65′, foi insuficiente para o Benfica ir além do empate (1-1) frente ao Moreirense na 18.ª jornada da Liga Bwin. O tento minhoto foi obtido através de um autogolo de Gilberto. Segue-se o Arouca, fora de portas, na próxima sexta-feira (21 de janeiro), às 19h00.

No onze do Benfica apareceu Paulo Bernardo como titular. Foi a estreia do jovem formado no Seixal nesta condição na Liga Bwin, “substituindo” Everton (infetado com COVID-19). Face ao jogo com o Paços de Ferreira houve mais duas mudanças: Odysseas regressou à baliza encarnada e no ataque saiu Gonçalo Ramos e entrou Darwin.

Apito inicial e, sem surpresa, os encarnados tornaram-se donos da bola, com muita posse, forte reação à perda da bola através de pressão alta, com os três corredores a construir, nomeadamente os laterais, mas sem remates. O Moreirense, por seu lado, estava muito recolhido na zona da sua grande área e sentia dificuldades em sair, fosse em transição ou em ataque organizado, mas quando o fez tentou alvejar a baliza do Benfica.

Benfica-Moreirense

Taticamente, o Benfica apresentou-se no 4x4x2 mais usado desde que Nélson Veríssimo assumiu a equipa; o Moreirense, agora com Ricardo Sá Pinto ao leme, estava montado em 3x4x3, que se transformava em 5x4x1 no momento defensivo.

Sacudidos os 10 minutos iniciais mais sufocantes do Glorioso, o Moreirense tentou assentar o seu jogo, com Ibrahima como referência na saída para ataques rápidos através de Walterson e Yan, bem abertos nas alas. Aos 20′, a primeira grande oportunidade de golo no jogo e para o Benfica – depois de algumas aproximações dos minhotos à baliza encarnada sem perigo. Os defesas-centrais Otamendi e Morato trabalharam na esquerda, o camisola 91 solicitou Rafa na grande área, o internacional luso enquadrou-se e rematou cheio de intenção, mas o esférico, caprichosamente, embateu na barra da baliza quando Kewin Silva estava batido.

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A este susto, os pupilos de Sá Pinto agruparam ainda mais na zona central, obrigando o Benfica a jogar à largura, tirando vários cruzamentos dos dois flancos, mas que esbarravam, invariavelmente, na muralha minhota, que cortava tudo o que aparecia. Com dificuldade em furar a defesa do Moreirense, os encarnados tentaram à bomba. Aos 36′, João Mário, de primeira, disparou à entrada da área. A bola saiu forte, mas passou a poucos centímetros da baliza defendida por Kewin Silva.

Antes do intervalo, aos 42′, após um pontapé de canto de Grimaldo, Morato, em boa posição, atirou ao lado. Apesar de ter colecionado as melhores oportunidades para inaugurar o marcador e de ter tido 76% de posse de bola, o Glorioso via o jogo ir para intervalo com o resultado em 0-0.

Dos balneários veio um Benfica acutilante, a tentar dar continuidade aos sinais de perigo que tivera junto da área do Moreirense. O primeiro grande frisson surgiu logo aos 47′. Grimaldo endossou para Paulo Bernardo, este trabalhou bem sobre o opositor direto e rematou torto quando tinha tudo para ser feliz.

O Benfica carregava e, aos 53′, novo canto de Grimaldo e nova oportunidade, desta feita de Seferovic, que cabeceou a centímetros da baliza nortenha. Tal como no início do jogo, também no recomeço os comandados por Ricardo Sá Pinto souberam aguentar o maior forcing encarnado, respirando com bola e esticando o jogo sempre que podiam.

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A partir dos 60 minutos e até ao fim, Nélson Veríssimo mexeu nas peças para alcançar os três pontos, fazendo entrar Diogo Gonçalves, Yaremchuk, Valentino, Pizzi e Gonçalo Ramos para os lugares de Seferovic, Paulo Bernardo, Gilberto, Rafa e João Mário, respetivamente.

Balde de água fria na Luz, aos 61′. Cruzamento de Paulinho pela direita e Otamendi, ao tentar o corte, fez a bola bater em Gilberto e entrar na baliza. Autogolo do lateral e 0-1 no marcador. O lance foi revisto e validado pelo VAR, mas a verdade é que o avançado Rafael Martins, que se fez à bola (mesmo não lhe tocando), estava em posição adiantada e, portanto, irregular.

A perder, o Benfica aumentou ainda mais pressão – ajudado pelo público nas bancadas – e teve o prémio aos 65′. Darwin, a dois tempos, empatou a contenda (1-1), aproveitando um ressalto da bola no setor mais recuado do Moreirense para bater Kewin Silva.

Benfica-Moreirense

O tento do empate teve efeito anímico no Estádio da Luz, nas águias e nos Benfiquistas, e a reviravolta não surgiu por detalhes, aos 76′, em duas ocasiões. A primeira situação foi protagonizada por Rafa. O 27 foi lançado em profundidade, ultrapassou o guardião do Moreirense, mas viu o seu remate travado por Fábio Pacheco praticamente em cima da linha de golo. Segundos depois, Grimaldo rompeu e disparou, mas a bola bateu na parte de fora do poste.

O encontro caminhava para o fim a passos largos e o conjunto minhoto “queimava” tempo como podia para segurar o empate e o ponto. Ainda assim, o Benfica não desistia e, aos 90’+6′, Otamendi teve na cabeça a última oportunidade, mas o cabeceamento saiu por cima. O 1-1 manteve-se até ao apito final do árbitro Rui Costa. O Benfica passa a somar 41 pontos na classificação da Liga Bwin e na próxima ronda, a 19.ª, desloca-se ao reduto do Arouca.

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