John Textor compra 90% do Botafogo e não esquece o Benfica

O empresário americano John Textor, em entrevista exclusiva ao Globoesportes, falou sobre os planos ao entrar no mercado brasileiro, através do Botafogo, depois de oficializada a proposta de compra de 90% SAF (Sociedade Anónima do Futebol) dos alvinegros, e abordou o tema Benfica.

«Não vou dizer que foi minha primeira escolha no Brasil. Achei que ninguém conseguiria comprar um clube tão grande como o Botafogo. Estava à procura de clubes na primeira divisão com poucos adeptos, porque queria entrar e mudar toda a organização de negócios, a história de más práticas, comercializar de forma mais efetiva, construir novas fontes de receita. Quando me falaram no Botafogo, disse: ‘Não, é como comprar o Newcastle ou o Manchester United, ninguém compra o Botafogo’. Mas nós compramos. Um dono é a pessoa que toma conta do clube», realçou.

Questionado sobre os objetivos imediatos, Textor foi claro: «Os clubes brasileiros não investem o suficiente em scouting. Precisamos de trazer dinheiro e pessoas para melhorar o scouting  baseado em dados.»

E o nome do Benfica foi mencionado quando Textor foi questionado sobre de que forma o Botafogo se encaixa no plano de negócios global envolvendo o futebol.

«Vocês sabem os outros clubes em que estou interessado, são todos de primeira linha. Espero que o Botafogo atue em parceria com outros clubes da mesma prateleira, como o Benfica. Isso nunca aconteceu antes. Não estou a falar de clubes satélites. Quando falo em colaboração é sinónimo de mais oportunidades. Usar essa identidade global para identificar e atrair talentos. Por exemplo, nas últimas semanas falei algumas vezes com o diretor do Crystal Palace: ‘O que acha deste ou daquele jogador? Muito jovem? Muito velho? Precisa de ser mais observado?’ Esta é uma grande oportunidade para o Botafogo. E, nesta equação, temos que dar e receber em proporções iguais», respondeu o empresário americano. 

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