Reintegração de Pizzi por Rui Costa levou Jorge Jesus a colocar lugar à disposição

Rui Costa e Jorge Jesus entenderam-se quanto à separação num telefonema pela noite dentro, madrugada de segunda-feira, e selaram o acordo da rescisão de contrato, no centro de treino e formação, no Seixal, já na manhã de ontem e com a presença do advogado do treinador, Luís Miguel Henrique. Tanto o presidente do Benfica como o técnico coincidiram na opinião de que a situação era insustentável e que a melhor solução passava mesmo pelo fim da ligação.

O choque entre Jorge Jesus e Pizzi, anteontem, antes do treino, e a reação do plantel ao incidente precipitaram as decisões. Na palestra antes da sessão, num auditório do Seixal, o treinador atirou-se ao médio, um dos capitães da equipa – acusou Pizzi de o ter insultado, no balneário do Dragão, depois da derrota com o FC Porto, para a Taça de Portugal (Jesus estava castigado). E também disse que se estivesse no balneário Pizzi não o faria, pedindo para o médio repetir o que tinha afirmado. Pizzi fê-lo à frente de todo o plantel. Negou ter insultado Jesus, confirmou ter utilizado palavras feias na manifestação de descontentamento, considerou a exibição da equipa vergonhosa e que jogadores e treinadores tinham de dar muito mais. A reação no Dragão aqueceu com discussão entre Pizzi e um dos adjuntos de Jesus, Tiago Oliveira, motivando a intervenção de Luisão, diretor técnico, que não gostou da intervenção do médio. A explicação de Pizzi não satisfez Jesus, que entendeu ter o médio ultrapassado os limites, e disse-lhe que não voltaria a treinar-se com o plantel. A reação dos jogadores, em conjunto, foi depois espontânea. Jesus ordenou que todos fossem para o campo, foram todos para o balneário.

Foi, então, necessária a intervenção de Rui Costa, que convenceu os jogadores, anteontem, a treinar-se e garantiu que Pizzi, que entretanto pediu desculpa, voltaria a integrar o plantel na manhã seguinte, ou seja, ontem de manhã. Só isso levou os jogadores a aceitar trabalhar com Jesus.

Na conversa pela noite/madrugada, Jesus disse a Rui Costa que estava à vontade para fazer o que quisesse, pôs, no fundo, o lugar à disposição.

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