António Figueiredo aponta o dedo à direção pela demissão tardia de Jorge Jesus

António Figueiredo, antigo dirigente do Benfica, considerou tardia a saída de Jorge Jesus, além de reveladora de «alguma incapacidade» da Direção liderada por Rui Costa.

«Este desfecho era previsível, escusava era de ser tão demorado e de alguma forma demonstrar alguma incapacidade da direção do Benfica para resolver a questão rapidamente. Não faz sentido o Benfica assistir calmamente às conversas do treinador seu funcionário com outro clube que o queria contratar e o Benfica expetante, sem tomar atitude… De resto, acho que este senhor nunca devia ter voltado ao Benfica… Nem sequer da primeira vez. A época já estava muito difícil e vai continuar a ser muito difícil. Pelo menos que sirva para preparar a próxima época. A não acontecer nada, a continuar tudo na mesma, com Jorge Jesus até final da época, era perda de tempo, e temos exemplo aqui ao lado, dos rivais, que foram buscar Rúben Amorim para preparar a época seguinte e ele fê-lo com o êxito que todos conhecemos. Nem triplicámos, nem arrasámos, arrasaram foi a paciência do dos sócios», disse Figueiredo.

«Toda esta história do JJ só teve uma vantagem: Jesus matou o fantasma do Jorge Jesus. Os anos de Vitória, Bruno Lage, foram vividos permanentemente com o fantasma de Jorge Jesus. Mesmo ganhando, com qualquer exibição mais fraca lá vinha o fantasma do Jesus, que pairou sempre. Agora matou o fantasma dele próprio. Daqui para a frente, seja qual for a opção do Benfica, espero que o treinador seja português, não faz sentido exportarmos para todo o Mundo e irmos buscar estrangeiro. Mas seja quem for, cá estaremos para apoiar e, depois, se for caso disso, criticar», assentou.

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