O clássico dos adjuntos esta noite no Dragão

Vítor Bruno (FC Porto) e João de Deus (Benfica) estarão esta noite de novo sozinhos no banco por castigos a Sérgio Conceição e Jorge Jesus. José Gomes e Toni analisam as dificuldades de ser adjunto. 

É sobre estes dois homens que milhões de olhos estarão hoje colocados: Vítor Bruno está há uma década ao lado de Sérgio Conceição; João de Deus, há três e meio como número dois de Jorge Jesus. Serão eles, durante o clássico de hoje, os olhos e os braços dos dois cotados treinadores portugueses. Mas também os ouvidos para escutarem as indicações, vindas das bancadas, dos chefes de equipa.

Vítor Bruno é adjunto de Conceição desde janeiro de 2012. Juntos estiveram no Olhanense, Académica, SC Braga, V. Guimarães, Nantes e agora no FC Porto. João de Deus está com Jesus desde junho de 2019. Passaram por Al-Hilal, Flamengo e Benfica. José Gomes, antigo adjunto de Jesualdo Ferreira no Benfica, FC Porto, Málaga e Panathinaikos, acredita que todos os momentos servem como aprendizado.

«Os treinos com Jesualdo Ferreira eram autênticas aulas técnicas e táticas, por exemplo; temos de entender as ideias do técnico principal e colocá-las em prática, caso tenhamos de estar no banco sozinhos, embora também aprendamos a perceber o que pode ser melhor para a equipa em cada jogo», diz o atual treinador do Al Taawon da Arábia Saudita.
Toni, bicampeão como treinador principal do Benfica (1989 e 1994) e vários anos adjunto de cotados técnicos encarnados, sobretudo do sueco Eriksson, acredita que «qualquer adjunto tenta cumprir o plano de jogo preparado durante a semana com o treinador principal» e depois, diz, «com o suporte das novas tecnologias, alterará, ou não, durante os jogos, as ideias do chefe de equipa».

Ambos não têm dúvidas, porém, de que o ideal é ter o treinador principal no banco. «A questão fundamental nestes casos é a comunicação», observa José Gomes. 

Leave a Reply