João de Deus fez a antevisão ao clássico no Dragão para a Taça de Portugal

Numa conferência de Imprensa esclarecedora sobre as “notícias” dos últimos dias, João de Deus, treinador adjunto do Benfica, projetou as linhas essenciais para o jogo frente ao FC Porto, às 20h45 de quinta-feira, 23 de dezembro, no Estádio do Dragão, onde o Glorioso vai lutar pelo apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal.

Na vez do treinador Jorge Jesus, que cumpre castigo imposto pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, João de Deus falou aos jornalistas no Benfica Campus e, sobre o grande embate dos “oitavos” da Taça de Portugal, admitiu que este clássico pode ser “um jogo mais aberto porque tem de haver uma decisão”…

João de Deus

Duas perguntas: como perspetiva este duelo com o FC Porto? Que comentário faz às notícias dos últimos dias, em especial às desta quarta-feira, relativamente ao tema Jorge Jesus-Flamengo?

Vou começar por falar da segunda questão que me colocou, até para dissipar quaisquer dúvidas que possam ter. Estou aqui porque infelizmente o nosso treinador foi castigado e não pode estar, senão ele teria todo o gosto em responder sobre o que vos vou dizer. Em relação às notícias que têm vindo a público nos últimos dias, e mais precisamente hoje [quarta-feira], dizer-vos que tenho falado muito com o míster, como é habitual, e especificamente hoje mais ainda. É verdade que ontem [terça-feira] houve um encontro do míster com os seus amigos do Flamengo, devidamente autorizado pelo Sport Lisboa e Benfica e com o conhecimento do Presidente Rui Costa, em que o míster disse que não pode e não quer abandonar o Benfica. Há um contrato, quer cumpri-lo e quer ganhar títulos no Sport Lisboa e Benfica, porque foi esse o propósito que o fez, e nos fez a todos, regressar a Portugal. Esse propósito mantém-se e cada vez com mais convicção. Isto que fique bem claro, para de uma vez por todas se acabar com as dúvidas. Esta mensagem que vos estou a passar foi-me transmitida pelo míster Jorge Jesus há bem pouco tempo, na presença do diretor-geral Rui Pedro Braz e do Presidente Rui Costa. Esta é uma mensagem fidedigna. Posto isto, acabaram-se as dúvidas em relação a este tema. Tudo o que se tem falado não nos desvia em nada do que queremos, e o queremos é vencer títulos no Benfica. Estamos envolvidos em quatro competições e queremos ganhar títulos no Benfica. Todas estas notícias não vão desviar o foco da equipa do Sport Lisboa e Benfica, que tem o intuito de ir ao Dragão para se qualificar para os quartos de final da Taça de Portugal.

Sobre o clássico: vai ser um jogo de grau de dificuldade muito elevado. Temos analisado o FC Porto, conhecemos bem a sua equipa, muito forte nas dinâmicas coletivas e individuais, e com isso vai-nos obrigar a uma atenção permanente, mas também temos as nossas armas, queremos impor o nosso jogo e, dentro da estratégia que o míster definiu e planeou, ter sucesso e vencer.

João de Deus

Espera um jogo aberto, de parada e resposta?

É provável que seja um jogo mais aberto porque tem de haver uma decisão, é normal que o jogo seja mais dividido. O FC Porto também é uma equipa muito forte no contragolpe, estamos bem identificados e alerta para o que possam ser as dinâmicas do adversário, com jogadores muito rápidos e objetivos na frente, que a qualquer momento nos podem causar problemas. Queremos ser uma equipa capaz de sobrepor as nossas virtudes e de alguma forma diminuir as nossas dificuldades.

O que é que a ausência dos treinadores principais pode mudar neste jogo?

Não posso fazer futurologia, não lhe sei responder a isso. O que sei é que, a bem do futebol, isto não deveria acontecer, tanto o míster Jorge Jesus como o míster Sérgio Conceição deveriam estar no jogo, porque isso iria trazer mais espetáculo e mais encanto ao clássico. O que eu e o meu colega tentaremos fazer é, de forma quase indireta, pôr em prática o que os treinadores principais foram trabalhando ao longo destes dias para o jogo. Quem decide e pensa as ideias para os jogos e para as suas equipas é que deveria estar ao comando.

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