O melhor Odisseas Vlachodimos chega com o jogo 300 enquanto sénior

Odisseas Vlachodimos está novamente em alta este domingo, em Famalicão, assinala o 99.º encontro na Liga pelo Benfica e o jogo 300 da carreira sénior, atendendo apenas a encontros oficiais, integrando passagens por Estugarda, Panathinaikos, Benfica e seleção da Grécia.

As partidas nos escalões de formação pela seleção da Alemanha – nasceu em solo germânico, mas na idade sénior escolheu a Grécia – não foram contabilizadas, mas fica informação relevante: o último jogo que realizou com a camisola da Alemanha aconteceu em 2017, teve caráter particular e o adversário foi Portugal, que venceu, por 1-0, golo de Bruno Fernandes.

São tempos distantes para o guarda-redes de 27 anos, valorizado como nunca, com esta segunda vida na Luz. A reação ao afastamento da baliza encarnada decretado por Jesus na temporada passada não poderia ser melhor, mais a mais quando se sabe que não ficou satisfeito com o treinador – nem o treinador com o jogador, que lhe pediu explicações – e com o argumento de que falhara no lance do dérbi de Alvalade da temporada passada, quando intercetou cruzamento e a bola caiu nos pés de Matheus Nunes (1-0). Mas também com a SAD as coisas azedaram, face a uma entrevista concedida no estrangeiro, quando estava ao serviço da seleção, anunciando que pretendia encontrar novo clube para seguir a carreira. Não saiu, teve em Rui Costa, então na qualidade de diretor desportivo e administrador da SAD, defensor importante, e o resultado está à vista: importante na Liga, decisivo na Liga dos Campeões.

Sobre os ombros do internacional grego cai, pois, percentagem relevante dos apuramentos do Benfica para a fase de grupos da Liga dos Campeões e, agora, para os oitavos de final da competição, carimbado quarta-feira passada, diante do Dínamo Kiev (2-0). E o benfiquista sobressaiu uma vez mais, sobretudo na segunda parte, quando se deu a reação dos ucranianos de Mircea Lucescu.

Para documentar a grande temporada europeia de Vlachodimos poderíamos começar por lembrar momento que não é para todos, quando defendeu penálti do melhor ponta de lança da atualidade, Robert Lewandowski. Aconteceu a 2 de novembro, em Munique, estava o resultado em 2-1, favorável ao Bayern.

Mas há mais, muito mais, pois Odysseas aparece em destaque na estatística dos guarda-redes com mais defesas na fase de grupos da Liga dos Campeões: está no pódio, terceiro lugar, com 22 paradas, as mesmas que Courtois, do Real Madrid, menos seis do que Mignolet, do Club Brugge, e a sete do líder Athanasiadis, do Sheriff.

Quanto a dados gerais, integrando os quatro jogos de acesso à fase de grupos, 35 defesas e dado relevante para quem defende que é frágil no jogo de pés: 11/11 no capítulo dos passes curtos, 93/93 em passes tentados e finalizados, nos lançamentos longos 76/156. Percorreu 35 quilómetros, 3,5 de média por partida. E, por fim, atingiu velocidade máxima de 26,7 km/h. 

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