Enrique Cerezo e a contratação de João Félix: “Tivemos a sorte de ser mais rápidos”

Na véspera do jogo entre FC Porto e Atlético de Madrid, o presidente do clube madrileno, Enrique Cerezo, também mais importante produtor do cinema espanhol, falou dos muitos portugueses que estão na história dos ‘colchoneros’ – como , da ascensão da equipa, do jogo com os dragões. E de muito mais.

– Como se processou a contratação de João Félix?

– Foi tudo muito rápido. Griezmann tinha saído para o Barcelona e tínhamos de encontrar rapidamente um substituto que estivesse à altura, alguém já com certo nome, com qualidade e que pudesse ter à sua frente um futuro extraordinário. Foi operação que durou muito pouco tempo a concretizar e foi fantástica para o Atlético de Madrid.

– Mas João Félix só tinha 18 anos e estava no começo da carreira.

– Sim, mas é um tipo de jogador que, pela qualidade que tem, chama muito a atenção. Havia muita gente do futebol que acompanhava a sua evolução e, em qualquer jogo, podiam estar cinquenta pessoas ou mais a observá-lo com a intenção de comprá-lo. Tivemos a sorte de ser mais rápidos e chegar a um bom acordo com o Benfica, que deixou todos contentes. Jorge Mendes teve papel importante. É grande empresário e teve sempre comportamento fantástico em tudo o que fizemos.

– Pelo mesmo dinheiro, não podiam ter contratado um jogador já conceituado, com experiência e conhecedor da liga espanhola?

– Desde o primeiro momento pensámos que o correto seria apostar em João Félix. E acredito que acertámos. Não temos qualquer motivo para pensar o contrário. Trabalha todos os dias para atingir o máximo nível, o nível que dele esperamos e que alcançará em breve. É preciso paciência e dar tempo ao tempo. Temos o exemplo de Kun Aguero. Teve duas temporadas em que umas vezes jogava outras não, até que chegou aonde chegou. O mesmo vai acontecer com João Félix.

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