Jorge Jesus vai fazer jogo 600 na Liga como treinador principal

Com 67 anos, alcança feito assinalável com 600 jogos. Jorge Jesus sente-se com a mesma vontade para trabalha desde o início da carreira e acredita que o fim do trabalho no relvado está longe. Viagem a uma carreira longa, com muitos momentos marcantes e ainda com muitos objetivos pela frente. Jesus fala também dos treinadores dos principais rivais, Rúben Amorim (Sporting) e Sérgio Conceição (FC Porto).

– Atinge a marca dos 600 jogos na Liga como treinador frente ao Belenenses SAD. O que é que se sente quando se chega a este número?
– Sinto-me mais velho com tantos jogos, mas cada vez estou mais jovem pois a minha paixão é a mesma. Entre este jogo 600 e o primeiro não noto diferença alguma na minha intensidade, na vontade de trabalhar todos os dias, na vontade de me levantar da cama. Se [fosse] possível não tinha folgas para estar sempre a treinar. O futebol sempre foi a minha grande paixão, tirando obviamente a família. Quero ter saúde porque o que me faz caminhar é evoluir, cada vez ganhar mais títulos e cada vez ser melhor.

– Quando se chega a esta fase ainda se fazem muitos planos para o futuro?
– Não se fazem tantos, mas em termos de objetivos continuo a fazê-lo. Sei quantos mais anos posso treinar com esta intensidade e com este prazer.

– Quantos?
– Dez anos mais. Se tiver saúde para isso, e me mantiver com a mesma capacidade física que tenho, se tudo correr normalmente até aos 75 anos vou estar a treinar. Agora já não é a mesma coisa que era quando comecei a minha carreira. Agora sou eu que escolho os clubes que quero treinar. Não são os clubes que me escolhem. E daqui para a frente vai ser sempre assim.

– E quando é que escolhe os clubes que quer treinar? É no final da época ou são os momentos que determinam quando é que deve escolher?
– É a sequência de tudo. Depois, no final da época vou fazer, como é normal, o meu resumo. A vontade que tenho de querer continuar ou não. Sempre fiz isso nestes últimos anos e hoje tenho a possibilidade de ser eu a escolher o clube onde quero trabalhar.

– Ao fim de 600 jogos na Liga e mais de 1200 jogos como treinador de futebol em todas as competições, já não olha para tudo o que se diz? O vai sair… O não vai sair… O vai ficar…
– Não. A experiência já é muita. No início da minha carreira eu já me isolava e agora ainda me isolo mais. A minha bolha é o meu trabalho. São os meus jogadores. O meu clube. A minha família. Os meus amigos. Não mais. Tanto para a positiva como para a negativa nunca dei muita importância a isso.

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