Benfica esteve perto de fazer história em Nou Camp mas suíço hoje foi queijo

Foi debaixo de um dilúvio que se abateu sobre a cidade Condal que se disputou o Barcelona-Benfica, da 5.ª jornada do grupo E da Liga dos Campeões (0-0). Muito personalizadas, as águias souberam controlar as mais perigosas incursões dos culés e nos descontos tiveram no pé esquerdo de Seferovic a possibilidade de conquistar os três pontos.

Para esta partida, o técnico benfiquista operou cinco alterações em comparação ao jogo com o Paços de Ferreira a contar para a Taça de Portugal: entraram Odysseas, Otamendi, Gilberto, João Mário e Yaremchuk para os lugares de Helton, Morato, Nemanja, Gedson e Darwin, respetivamente.

No relvado de Camp Nou viu-se um Benfica personalizado, a tentar sair a jogar com bola controlada e pela certa e que no momento defensivo não deixava os catalães jogarem entrelinhas, nem explorarem a profundidade. Primeiros minutos quase sem oportunidades, ainda assim, o primeiro a rematar foi o Benfica, aos 4′. Recuperação de bola em zona adiantada e Yaremchuk, no corredor central, a disparar para Ter Stegen segurar.

Barcelona-Benfica

Os da casa responderam pouco depois, aos 8′, por Demir. O camisola 11 trabalhou da direita para dentro e rematou cruzado para defesa de Odysseas. A partir daqui, o esférico andou longe das balizas, com o Barcelona a ter mais posse de bola, mas as águias controlavam bem, não se desposicionavam, nem perdiam marcações.

As sacudidelas no marasmo deram-se aos 26′ e aos 27′, com os culés a ficarem perto do golo em duas ocasiões. Primeiro, Gavi, em boa posição, a atirar por cima após assistência de Nico González; depois, Odysseas com grande intervenção a remate de Jordi Alba.

Barcelona-Benfica

Volvidos alguns minutos, foi a vez de o Benfica ficar perto de inaugurar o marcador. Aos 34′, pontapé de canto marcado por Everton, e Yaremchuk, de cabeça, a obrigar Ter Stegen a defesa por instinto. Novo canto e a bola a entrar na baliza catalã através de um míssil de Otamendi, mas o lance foi anulado por a equipa de arbitragem considerar que a bola ultrapassou a linha final após Everton batê-la do quarto de círculo.

Antes do descanso, aos 43′, Demir, na meia-direita, a rematar cheio de intencionalidade à barra da baliza encarnada. Ao intervalo, 0-0 em Camp Nou.

Para a segunda parte, o Benfica voltou com o mesmo sistema tático (3x4x3), mas com outras dinâmicas e com as linhas mais próximas e subidas, o que permitiu ter mais posse de bola e, consequentemente, complicou a construção ofensiva do Barcelona. Ainda assim, o primeiro frisson surgiu para a turma da casa, aos 57′Depay apareceu isolado, ultrapassou Vertonghen, mas, na altura de alvejar a baliza, apareceu Otamendi a limpar.

Barcelona-Benfica

A partir dos 59′, os treinadores começaram a mexer nas peças do xadrez. Primeiro, Jorge Jesus a lançar Darwin e Taarabt para os lugares de Yaremchuk e João Mário, respetivamente. Aos 65′, o uruguaio a tentar fazer mossa, mas o seu remate saiu torto após construção ofensiva individual por parte de Otamendi. No minuto seguinte, aos 66′Xavi Hernández fez entrar Dembélé, e o francês veio mexer com o ataque do Barcelona, através de arranques e fintas desconcertantes. Aos 67′, cruzou na direita e Frenkie de Jong a cabecear para grande defesa de Odysseas. Jorge Jesus reparou na influência de Dembélé no corredor e lançou Valentino na partida para tentar travar o 11 e equilibrar o flanco juntamente Grimaldo.

As águias davam seguimento à exibição personalizada à flor da relva, controlando bem as incursões dos azuis e grená. Aos 83′, Jordi Alba teve espaço, cruzou com conta, peso e medida para Ronald Araújo, que atirou para o fundo das redes, mas estava em posição irregular. O jogo aproximava-se do fim, o Barcelona arriscava e, aos 90’+1′, no coração da área, Piqué a ver o seu cabeceamento sair a centímetros da baliza encarnada.

Barcelona-Benfica

Com os culés balanceados no ataque, o Benfica teve uma clamorosa oportunidade para vencer em Camp Nou. Darwin saiu em contra-ataque, serviu Seferovic, este picou o esférico por cima de Ter Stegen e com a baliza deserta, com um defensor do Barça ainda a tentar estorvar em esforço, atirou ao lado (90’+3′).

O Benfica está em 3.º lugar no grupo E, com cinco pontos, e precisa de vencer o Dínamo Kiev – e esperar que o Barcelona não o faça em Munique, diante do FC Bayern – na última ronda para poder marcar presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

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