Julian Weigl – A origem

Pedimos auxílio ao GPS para nos encontrar a morada do SV Ostermunchen em Bad Aibling, a 60 quilómetros de Munique. Conduzimos numa estrada apertada entre casas, ao fundo vemos, finalmente, os campos, numa pradaria verde e uma igreja ao fundo, a igreja de Tuntenhausen, aldeia onde fica o clube. O SV Ostermunchen tem três campos relvados, dois de treino e um para jogos. O campo principal é servido por um edifício de madeira, onde funciona a sede.

Lá dentro estão os maiores tesouros do emblema bávaro. Não são troféus ou medalhas, embora esses também existam. São quatro camisolas, todas com o mesmo nome: Weigl. Todas assinadas por Julian para o SV Ostermunchen, o sítio onde tudo começou. Há do 1860 Munique, Dortmund e Benfica, todas com o número 28.

Filho de Hans Weigl (ou Hansi, como é conhecido), Julian cresceu com a bola debaixo do braço como tantos outros miúdos. O pai jogou de forma amadora, pegou o bicho ao filho. Julian era tão pequeno que não cabia no equipamento. Não tinha pernas para as caneleiras, muito menos para meias que chegavam ao joelho.

«Era pequenino, mas rápido. Técnica apurada, no hóquei no gelo era o melhor também. Jogava com os mais velhos, era melhor do que todos», diz Maximilian Haas, 24 anos, dois anos mais novo do que Julian. Cresceram juntos, as casas de ambos eram próximas.

Julian Weigl era tão bom que o clube teve de tomar uma decisão difícil: transferi-lo. Weigl precisava de adversários mais fortes. «Só jogou um ano comigo. Num percurso normal tinha de fazer mais dois anos. Tivemos de mudar e levá-lo para o Rosenheim. Era o clube com os melhores jogadores. Isto já era muito pequeno para ele», conta Franz Eisner, antigo treinador. Chegou ao Dortmund.

O Benfica

Se a surpresa de o ver em Dortmund foi grande, imaginem quando Weigl disse que ia jogar no Benfica, e que as águias iam pagar 20 milhões de euros ao Dortmund. O problema não era a dimensão do Benfica, mas a do futebol português. Durante o encontro com A BOLA, família e amigos de Julian queixam-se da dificuldade de ver um simples jogo da liga portuguesa. Acompanhar Weigl não tem sido fácil.

Mas o jogador está feliz no Benfica. Adaptado à vida do clube e a Portugal, foi pai e recebe família e amigos em Lisboa. Todos conhecem o Benfica, mas Weigl está sempre a falar no clube e no que ele representa para os adeptos. «Fui a Lisboa, estive com ele, estou feliz que ele esteja no Benfica. Está mesmo feliz. A vida é boa, o tempo é bom, gosta dos colegas de equipa e adora os adeptos. O Julian está sempre a dizer que os adeptos são fantásticos. Ele e a família dele estão muito felizes», refere Maximilian Haas.

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