Jorge Jesus: “Não soubemos matar o jogo, e pusemo-nos a jeito”

No Estádio António Coimbra da Mota, o Benfica empatou com o Estoril (1-1), em jogo da 10.ª jornada da Liga Bwin. Jorge Jesus analisou a exibição da equipa que lidera, considerando que “merecia sair da Amoreira com a vitória”.

O técnico assegurou que as águias vão à procura de recuperar a liderança da classificação, elogiou Gonçalo Ramos, explicou o que pretendia com a entrada de Pizzi no jogo, reiterou que concorda com a regra das cinco substituições e apontou a “uma história diferente” em Munique, na terça-feira.

Estoril-Benfica

Análise ao jogo na Amoreira

“É um resultado difícil de digerir. Perdemos dois pontos. Pusemo-nos a jeito, porque tivemos oportunidades para fazer o 0-2 e a equipa acabou por não o fazer. No futebol, muitas vezes, acontece isto: numa bola parada, somos surpreendidos. O Estoril é uma boa equipa e organizada. Entrámos no jogo a ganhar e por cima. Durante o jogo até estava a ser mais fácil do que pensávamos que ia ser, porque pensávamos que ia ser muito difícil. Fomos fortes na primeira parte, na segunda parte ainda fomos melhores, tivemos bolas fáceis para fazer o 0-2 e acabar com o jogo. Não o fizemos e o adversário ganhou esperança, apesar de não ter ido à nossa baliza ou ter criado perigo. Foram premiados com o golo aos 90 minutos, numa bola parada. É um resultado muito penalizador para a equipa. O Benfica merecia sair daqui com uma vitória. Este resultado mexe psicologicamente com a equipa. Acabámos por perder dois pontos. Este resultado deixa-nos desmoralizados, porque não acreditávamos que isso fosse acontecer. Devíamos ter saído daqui com os três pontos.”

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Recuperar a liderança

“Não tenho a opinião de que o Benfica tenha feito uma fraca exibição. Se tivéssemos feito o 0-2 nas várias oportunidades que tivemos, isto nem se colocava. Só falamos disto porque o Benfica não ganhou e há a tendência para se fazer a análise ao jogo com base no resultado. Perdemos dois pontos. Temos de ir à procura de conquistar a 1.ª posição, pois esse é o objetivo. Hoje [sábado] deixámos de ser líderes, mas vamos à procura de voltarmos a ser líderes.”

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Gonçalo Ramos lançado aos 46′

“O Gonçalo Ramos, em Guimarães, para mim, foi o melhor jogador. Não só pelo que jogou, mas pelo que correu. Ele é jovem e podia ter estes 45 minutos com intensidade, porque liga melhor o jogo, baixa mais, faz melhor as diagonais. Achei melhor lançar o Yaremchuk a titular, mas estávamos a ganhar e senti que, com o Darwin e com ele, podíamos ter mais espaço numa saída para o ataque. Na segunda parte, após 10/15 minutos, comecei a sentir o Darwin com menos frescura física. Foi por este motivo que meti o Gonçalo Ramos. Ele teve uma jogada espetacular com o Rafa e com o Diogo [Gonçalves]. Fizeram o mais difícil – a jogada – e não o mais fácil, o golo. Ajudou a equipa a não perder rendimento.”

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A entrada de Pizzi

“Nos últimos minutos, a partir dos 83 minutos, quando entraram os últimos dois jogadores [Meïte e Pizzi], senti que o João Mário estava esgotado fisicamente e achei que era o momento para o tirar. Senti também que o Rafa já não era o mesmo jogador. O Pizzi, face às características dele, seguraria bem a bola e poria a equipa a respirar, porque tem essa qualidade, mas não teve tempo para isso. Fiz estas duas substituições a pensar que estava a vencer 0-1. A entrada destes dois jogadores poderia dar melhor posicionamento defensivo. Não foi a pensar no Bayern.”

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Equipa tem rodado entre competições

“Queiramos ou não, jogar de três em três dias não é o mesmo que jogar de semana a semana, mas isto tem a ver com o facto de estarmos nas provas europeias. Os jogos, quando ganhamos, são mais fáceis de gerir ao nível do cansaço emocional do que quando não ganhamos. Jogaram seis jogadores com o Estoril que não jogaram em Guimarães, mas notou-se que perdemos alguma velocidade com algumas modificações. A bola que sofremos num canto começa num lançamento e depois desconcentrámo-nos, ficámos a falar com o árbitro… o lançamento era do Benfica, mas isso não interessa, porque o árbitro marcou ao contrário. Isto foi fatal para sofrermos este golo de canto.”

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A favor das cinco substituições

“[Fazer cinco substituições] Prejudicial, na minha opinião, nunca é. Desta forma, podemos mudar o jogo. Tendo os jogadores mais cansados, o facto de podermos fazer cinco substituições permite ter a equipa mais intensa e ficam mais jogadores felizes, porque é diferente entrarem dois/três jogadores ou cinco. Sou a favor das cinco substituições.”

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Ultrapassar este ciclo

“Não temos vencido tanto como vencíamos antes. São ciclos. O facto de jogarmos três em três dias não justifica tudo, até porque a equipa tem rodado. O facto de só termos vencido dois jogos em seis… hoje [sábado] acreditávamos que íamos vencer. Há ciclos assim. No início da época tivemos 13 jogos em que ganhámos 11. A partir daí não temos vencido tanto. Temos de saber conviver com este ciclo e temos de recuperar o que perdemos.”

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Champions: Munique, outra história

“O jogo de Munique [na terça-feira] é completamente diferente, independentemente do resultado de hoje [sábado]. O Estoril, por muito respeito que me mereça, não é o Bayern. Este empate deixa-nos arrasados. No jogo de Munique tudo pode acontecer, vai ser uma história diferente.”

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