Jorge Jesus fez a análise à derrota com o Bayern e aponta momento de viragem no jogo

Jorge Jesus, treinador do Sport Lisboa e Benfica, confessou que “nunca pensou sofrer quatro golos” no duelo frente ao Bayern Munique na 3.ª jornada do grupo E da Liga dos Campeões, “nem antes, nem durante o jogo, pela forma como este correu”, mas, mesmo assim, elogiou o desempenho da equipa até aos 70 minutos no Estádio da Luz. “Discutimos o jogo com o Bayern”, frisou.

A derrota foi reconhecidamente “pesada” face ao desempenho do Benfica durante 70 minutos, como defendeu Jorge Jesus, para quem a palavra “frustração” não é adequada para definir o sentimento da equipa no final do encontro. O técnico considerou mesmo que o coletivo encarnado “conseguiu dividir o jogo” contra aquela que, voltou a reforçar, vê como “a melhor equipa do mundo“, tendo o encontro sido “desbloqueado” por um lance de bola parada e definido pela “entrada de Gnabry”. 

Otamendi

Sem motivos para ficar frustrado

“Não é correto falar em frustração! Quando jogamos contra uma equipa como esta e da forma como o fizemos, não podemos ficar frustrados. Importa perceber o jogo! O Benfica esteve em jogo durante 70 minutos, frente a uma grande equipa. Sofremos o golo de livre, depois foram mais três em cinco minutos. Entendo que as pessoas falem de frustração em função dos quatro golos que sofremos, mas face ao que produzimos, não! O Benfica esteve inteiro no jogo. Antes de sofrermos o primeiro golo, tivemos duas grandes oportunidades de golo, com o Neuer, para mim um dos melhores do mundo, a fazer duas grandes defesas, ao nível da sua categoria. Tirou duas bolas de golo, ao Darwin e ao Diogo Gonçalves. Isso fez a diferença. Isto modifica o jogo, tudo isto faz com que o Bayern seja uma equipa diferenciada da grande maioria das equipas do mundo.”

Grimaldo

Gnabry mudou o jogo

“A entrada de Gnabry [aos 66′] mexeu com o jogo! Tem muita velocidade! Começaram a cair mais jogadores em cima do Grimaldo e tive de tentar tapar o flanco com o Everton. Os jogadores frescos que entraram na equipa do Bayern Munique fizeram a diferença. Quem entrou mexeu no jogo. Sofremos o primeiro golo quando o Bayern não pressionava tanto, o Benfica tinha mais bola, mas a partir do golo do Sané… perdemo-nos por completo! Não os conseguimos parar. É uma equipa poderosa.”

Avançados merecem elogios

“Tive de os tirar, porque comecei a notar que os três avançados do Benfica estavam esgotados fisicamente. Era preciso colocar jogadores que defendessem bem e saíssem ainda para o ataque. O Rafa, o Darwin e o Yaremchuk já estavam muito carregados, corriam risco de lesão e não podiam dar muito mais. Não tinham condição física, após terem pressionado muito os defesas do Bayern. Os três fizeram um grande jogo!”

Rafa

Jogar para vencer

“Não pensava ser goleado nem antes, nem durante o jogo, pela forma como este corria. Pensei que, no máximo, a diferença fossem dois golos, com o Benfica a marcar, mas temos de dar mérito ao Bayern Munique. Quando perdemos nada é positivo, ficam algumas coisas que fazem com que olhemos para o jogo e pensemos que temos de melhorar. Acabou o jogo e saímos com a sensação que podíamos ter discutido o jogo com melhor resultado, apesar de termos discutido ao nível do jogo. Os jogadores sabem isso, sabem que fizeram mais de 70 minutos em que estiveram muito bem. Ninguém fica feliz quando se perde, mas perdemos frente a uma equipa contra a qual fizemos tudo para não perder. O Bayern tem um andamento muito alto, além da qualidade técnica e tática.”

André Almeida

Opção por André Almeida explicada

“Para o lado direito, fui à procura de um jogador que fez 120 minutos na Taça de Portugal. O Diogo Gonçalves esteve parado três semanas. As características de um e de outro são completamente diferentes, optei pela qualidade defensiva do André Almeida. É o que defende melhor de todos os que jogam naquela posição [lateral-direito]. Acho que não teve dificuldades com o Coman, mas a verdade é que tanto  este como o Gnabry ou o Sané são muito fortes no um contra um. O André saiu porque, de facto, ressentiu-se a nível muscular, não porque não estivesse bem. Ofensivamente não esteve assim tão bem, porque o ‘pressing’ do Bayern não nos deixou sair nos primeiros 30 minutos.”  

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