O Toni do Benfica celebra hoje 75 anos de vida

António José da Conceição Oliveira, conhecido no mundo do futebol por Toni, celebra 75 anos (14.10.1946) nesta quinta-feira. Nasceu em Mogofores (Anadia) e foi no clube da terra que terminou a formação. Pela mão de Mário Wilson chegou à Académica (1965/66) e em 1968/69 ingressou no Benfica, emblema que representou até 1980/81 (13 temporadas), onde conquistou oito Campeonatos Nacionais e quatro Taças de Portugal. Foi internacional português e alinhou pela Seleção A em 33 jogos e apontou um golo. Nas águias foi, ainda, treinador adjunto, treinador principal e diretor desportivo, conquistando dois Campeonatos Nacionais e uma Taça de Portugal.

Hoje é um dia muito especial. Toni, património imaterial do Sport Lisboa e Benfica, personificador-mor da mística do Clube, exemplo ímpar de benfiquismo, completa 75 anos de vida.

Chegou ainda jovem ao Clube, em 1968, empenhado em agarrar a oportunidade de singrar ao mais alto nível como futebolista. Agarrou-a rapidamente e nunca mais a largou, partindo da meia-direita para ocupar o campo todo com a garra, a energia, a técnica e a inteligência que o notabilizaram ao longo de mais de uma década. Foi campeão nacional oito vezes e venceu quatro Taças de Portugal e seis Taças de Honra, sempre preponderante no plantel, um líder nato, um jogador à Benfica.

Pendurou as botas em 1981 para abraçar a profissão de treinador. No comando da equipa técnica, foi campeão nacional pelo Benfica em 1989 e 1994, venceu a Taça de Portugal em 1993 e levou a equipa à final da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1988. Como adjunto conquistou quatro Campeonatos Nacionais (1983; 1984; 1987; 1991), além de várias Taças de Portugal e Supertaças e da presença em mais duas finais europeias (UEFA 1983 e TCCE 1990). Foi ainda diretor desportivo do futebol.

Ao longo dos anos foi tendo várias experiências no estrangeiro como treinador, mas sobretudo nunca deixou de ser uma figura do Clube e um adepto indefectível da causa benfiquista. Toni está de parabéns pelo 75.º aniversário, e os Benfiquistas estão-lhe agradecidos por uma vida repleta de contributos indeléveis para o engrandecimento do Benfica. Muito obrigado!

Toni festeja esta quinta-feira 75 anos e festeja-o num almoço com vários convidados em Lisboa, como Humberto Coelho, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira, António Simões ou o recém-empossado presidente do Benfica.

Rui Costa disse que «não podia faltar». «Podia dizer que o Toni é muito importante para o Benfica, mas é uma grande figura do desporto nacional, foi sempre um grande senhor. Dentro da casa o mister é um dos nossos, mas foi sempre um exemplo para o futebol nacional», disse.

«Como era enquanto treinador? Chato, muito chato (risos), mas muito humano, com uma grande ligação com os jogadores, penso que esse é um fator importante numa equipa. Ótimo taticamente, os resultados falam por si, mas tinha uma vertente humano por ter estado no campo. Dificilmente conheço algum colega que possa dizer mal do Toni enquanto treinador ou pessoa», completou.

Ligação: «Uma relação enquanto jogador-treinador, cheguei jovem às mãos dele, é ele que me dá a titularidade real no Benfica. Depois ficou uma relação que continua a durar – eu já não jogo, ele já não treina e a ligação fica.»

Falam muito sobre o 6-3? [Rui Costa ficou no banco e só jogou 20 minutos nesse jogo em Alvalade em 1994, Toni declarou que o jogador nunca o perdoou]. «Ah, brincamos muito quando nos vemos. Nunca o culpei, o Benfica ganhou esse jogo, prova que quem estava certo era ele. A razão da nossa brincadeira com o 6-3, para além da minha mágoa é: eu ganho a titularidade com ele em 92/93 e até me ir embora para Itália, no final de 1994, só houve um em que fui para o banco com ele, exatamente aquele, mas ele é que estava certo. Naquele momento, ainda mais um derby, eu já era titularíssimo, faltar a esse jogo foi uma mágoa para mim. Hoje já falamos com espírito de brincadeira. Fui aquecer logo no primeiro minuto, mas os meus colegas fizeram um jogo brilhante, ganhámos, fomos campeões, por isso não tinha razão um miúdo de 21 anos, tinha razão o treinador que tinha muita sabedoria», fechou.

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