Rui Costa em grande entrevista eleitoral para a BTV falou de ambição desportiva em todas as frentes

Candidato às eleições presidenciais do Benfica, Rui Costa esteve esta segunda-feira numa entrevista na BTV.

O candidato à presidência do Benfica analisou alguns tópicos esta segunda-feira. Rui Costa admitiu que é normal os adeptos quererem uma razia total na direção do clube após a saída de Luís Filipe Vieira.

«Quero trabalhar em conjunto com a minha equipa, que pode trabalhar nas diversas áreas para corresponder às necessidades dos nossos sócios. Quero fazer um trabalho em conjunto e não individual», começou por dizer o candidato à presidência do Benfica, em declarações à televisão do clube.

Sobre a renovação que pretende implementar na sua lista: «Essa renovação tem a ver com homens da minha confiança para desenvolver o meu trabalho. Três novas pessoas e algumas delas que apenas entraram em outubro, como eu. Quero uma equipa de trabalho homogenia e com total confiança para o meu trabalho no Benfica. Sei que quando o presidente (Vieira) saiu ouvi muitas vezes dizerem que queriam uma razia total. Quando as coisas correm mal os adeptos querem que saem todos os jogadores. Estou a construir uma equipa que me dá confiança e salvaguardar os melhores interesses do clube. É uma lista que me irá apoiar nos interesses do Benfica.»

O candidato à presidência do Benfica, Rui Costa assumiu, esta segunda-feira, que pretende a limitação dos mandatos como presidente do clube.

«A última revisão dos estatutos foi em 2010. Tem de reatualizado e ir ao encontro dos nossos adeptos. Estou de acordo com a limitação dos mandatos. Parece que é uma das coisas mais proeminentes do Benfica. Teremos que analisar bem. Direi que quatro mandatos de quatro anos são suficientes para fazer trabalhar e não chegar a uma saturação. Três mandatos seria o ideal», defendeu o dirigente, em entrevista ao canal dos encarnados.

O presidente interino das águias foi questionado sobre a detenção de Luís Filipe Vieira, seu antecessor, na Operação Cartão Vermelho.

«Eu assumirei sempre as minhas responsabilidades nos meus pelouros, quer sejam eles de desportivos ou de gestão. Não posso é assumir por coisas que não tenho responsabilidade. Mas aqui tenho de ressalvar que ainda ninguém foi acusado de nada e até prova em contrário temos que esperar. Depois será o Ministério Público e a Polícia Judiciária a divulgar a minha responsabilidade. Até hoje o meu nome não foi tido nem achado e por alguma razão será. Volto a frisar: Nunca vou fugir às minhas responsabilidades objetivas, mas não posso assumir por coisas que não tenho responsabilidade», atirou.

E quanto às acusações de Francisco Benítez, o outro candidato, da possibilidade aparecer outros processos judiciais semelhantes com a eleição de Rui Costa, o dirigente das águias recusou liminarmente.

«Eu temo é que estes processos atuais se alonguem no tempo. Porque esteja quem estiver na presidência do Benfica vai ter de suportar estes processos em curso. Daqui para a frente, se há coisa que não pretendo é que o Benfica tenha processo desta ordem. Não quero estar nesta situação nem pessoalmente, nem incluir o Benfica. Para mim, o presidente os órgãos sociais do clube são como um árbitro no jogo: só se fala quando corre mal. A minha direção não será uma feira de vaidades, vamos deixar as parangonas para o Benfica», concluiu.

O possível investimento do empresário John Textor foi um dos temas de conversa na entrevista de Rui Costa à BTV. O candidato à presidência do Benfica admitiu que está disponível para conversar com todos os investidores.

«Admito conversar com todos os investidores. Isso acho que é uma obrigação da direção, ouvir os que as pessoas têm para dizer e trazer. Hoje, o clube tem que perceber o que cada investidor pode trazer ao Benfica e há várias formas de o fazer sem perder o controlo da SAD. Mas não posso de maneira nenhuma pensar que há investidores fora daqui e não os vou ouvir, receber e perceber se podem ser vantajosos para o Benfica», explicou, deixando uma garantia: «A SAD será sempre do clube e o clube dos sócios, a menos que os sócios peçam outra coisa. Mas esta premissa é garantida».

E quanto à compra das ações de Luís Filipe Vieira, Rui Costa foi perentório.

«Não era justo da minha parte tomar uma decisão fosse ela qual fosse em período eleitoral, até porque posso não estar cá a partir de dia 9. Se me perguntassem hoje se comprava? Não. Não traz vantagens para o clube», concluiu.

Em entrevista à BTV, Rui Costa falou dos objetivos para o futebol. O candidato à presidência do Benfica mostrou ambição.

«É evidente que queremos liderar o futebol nacional, as modalidades, todo o desporto nacional. Somos o maior clube do país e temos que liderar todas as competições. Estar a dizer que vamos ganhar dois ou três campeonatos é absurdo, nós queremos ganhar sempre. E vamos entrar em todas as competições para ganhar, não falo só do campeonato. Tivemos uma vitória maravilhosa com o Barcelona e é essa a dimensão que quero e que tenho falado várias vezes. Não vou ser demagogo, não vou dizer que vamos ganhar três Liga dos Campeões, quando há clubes com investimentos enormes que ainda não conseguiram ganhar nenhuma. Queremos é que a equipa jogo olhos nos olhos com todos, apesar das dificuldades», atirou.

E neste futuro desportivo, Jorge Jesus foi confirmado no leme da equipa.

«É o treinador de todos os benfiquistas. Não está em causa. Não conquistámos nada até ao dia de hoje, mas fizemos o início de época com a pujança que se pretendia, a entrada na Champions, quatro pontos na fase de grupos, sente boas jornadas. Estamos numa fase que acreditamos ser bastante positiva e Jorge Jesus faz parte deste projeto», rematou.

Rui Costa, candidato à presidência do Benfica, admitiu que está a chegar o momento para que o Estádio da Luz, que foi inaugurado a 25 de outubro de 2003, sofrer uma remodelação a nível interno e também no exterior.

«Quero mudar os ecrãs, iluminação e cadeira. Tenho respeito por quem nos ofereceu este estádio e é mais emblemático por dentro do que por fora. Queria colocar este estádio tão imponente por fora como é por dentro. Este estádio já tem perto de 20 anos e são precisas alterações naturais. Vamos encontrar um meio para alcançar esse objetivo», disse o dirigente, em declarações à Benfica TV.

Rui Costa também abordou o que gostaria de fazer a nível de outras infraestruturas: «Quero desenvolver e melhorar as infraestruturas, mas vamos partir de um princípio bem claro. Estas obras podem custas valores elevados, mas não vou abdicar de equipa fortes e de jogadores para fazer obras. Queria um centro de alto rendimento, um novo centro de estágio. É uma necessidade e somos sempre ambiciosos. Para além de todas as equipas masculinas, temos também equipas femininas e temos pouco espaço no Seixal. Não temos condições para dar à equipa feminina a possibilidade de estar no Seixal. Com dois pavilhões é impossível dar boas condições e faz com que seja necessário alugar casas que não são nossas. O futuro poderá passar por obras de alargamento do Benfica Campus e outro espaço para agregar as nossas equipas. A ideia seria unir todas num centro de rendimento.»

Rui Costa, candidato à presidência do Benfica, aproveitou a conversa sobre reforços para deixar um desabafo quanto à competitividade do campeonato português no estrangeiro. O líder das águias apontou esse facto como decisivo para perder algumas potenciais contratações.

«Ao longo destes anos alguns consegui convencer a vir para Portugal porque era o Benfica. Da mesma maneira que perdi muitos jogadores que podiam acrescentar enorme valor que me disseram que iam para o Benfica, mas não para a Portugal. Até por isto temos que ser mais céleres na busca de alguns jovens, mas seletivos na contratação de jogadores e maiores em termos europeus», atirou.

O presidente interino do Benfica abordou também a aposta na formação que está a ser realizada no clube.

«Temos feito um grande trabalho, basta ver que temos vários jogadores formados nas equipas que disputam a Liga dos Campeões. As pessoas pensam logo porque é que eles não ficam no clube, mas muitas vezes não depende só de nós. Depende do jogador, porque aqui não conseguimos dar as condições que outros dão. É o modelo do futebol português, em que não há equipas de grandes dimensões sem fazer vendas. É impossível competir com outros clubes que oferecem cinco vezes o nosso teto salarial», desabafou, apelando aos sócios: «Haverá sempre espaço para os nossos jovens no plantel principal. Temos o Diogo Gonçalves, o Morato e o Gonçalo Ramos. Quando os jovens têm valor, vão ter oportunidades».

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