André Sousa e Afonso Jesus sagram-se Campeões do Mundo de Futsal por Portugal

O primeiro título mundial de Portugal fez-se de algum sofrimento e de muito mérito, consagrando uma equipa que mostrou sempre um bloco forte, sólido e consistente, do primeiro ao último minuto da final. No confronto com o detentor do título na chegada à Lituânia, uma Argentina mais experiente e a merecer o rótulo de favorita no jogo de todas as decisões, a formação das quinas teve uma abordagem serena, até perceber que podia mandar na partida.

Uma ideia acentuada pela expulsão de Borruto, logo aos nove minutos – inadmissível a sua atitude, ao desferir um soco na barriga de Ricardinho -, lance que provocou naturais desequilíbrios ao deixar o adversário com menos um homem na quadra. Situação bem aproveitada pelo conjunto nacional, com Pany, numa jogada de inspiração, a sentar dois defesas contrários com uma simulação antes de assinar um disparo violentíssimo e indefensável para Sarmiento, aos 15 minutos.

No regresso do intervalo, que chegou com vantagem justíssima para as nossas cores, manteve-se uma nota de equilíbrio, com o perigo a espreitar nas duas áreas. E foi de um canto que Portugal começou a ver mais de perto um título inédito: Ricardinho levantou o esférico para fora da área e Pany, noutra ação abençoada, acertou em cheio na bola antes desta bater no solo, dando-lhe o código postal da baliza sul-americana.

Mas a resposta argentina chegou no mesmo minuto, o 28.º. Slalom vistoso de Claudino à procura de espaço para um disparo potente, não dando a mínima hipótese de defesa a Bebé. Ele que, a partir daqui, começou a equilibrar o diálogo dos guarda-redes, até então dominado por Sarmiento, tendo em conta o maior trabalho a que vinha a ser sujeito.

O coração português parou aos 36 minutos, quando os árbitros recorreram às imagens do VAR para analisar uma mão na bola de João Matos dentro da área. Para alívio de uns e desespero de outros, não houve ordem para a marcação de qualquer penálti.

Em desvantagem a quatro minutos do fim, a Argentina arriscou tudo e apostou no guarda-redes adiantado. Aí, Portugal teve de ser ainda mais unido e solidário para tapar todos os caminhos para a sua baliza: missão difícil mas finalizada com um largo sorriso no rosto, depois de uma bola pontapeada por Rescia ter tirado tinta ao poste… no último segundo.

Ricardinho, grande figura da seleção portuguesa e do futsal mundial, não escondeu a emoção no momento em que tocou o hino antes da final do Mundial, contra a Argentina. Eleito o melhor jogador do mundo em seis ocasiões, o jogador de 36 anos já afirmou que este será o último Mundial da carreira.

O selecionador nacional não escondeu a euforia com a conquista do título mundial, destacando todo o trabalho dos jogadores.

«Qual medalha? Vai a Taça, vai tudo para Portugal. O objetivo de conquistar uma medalha era pouco para esta equipa. Foram 16 jogadores fantásticos e o Edu [Eduardo Sousa , que testou positivo a Covid-19 pouco antes do início do Mundial] também esteve aqui connosco. Dissemos que íamos dar a vida por Portugal e todos foram fantásticos. Hoje sou o homem mais feliz do mundo», disse, logo após o final do jogo com a Argentina, em declarações à RTP.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.